Sessões de fisioterapia auxiliam na recuperação de pacientes com a Covid-19 na rede estadual de Saúde

A assistência oferecida aos pacientes com a Covid-19 nas unidades hospitalares ganhou reforço com o importante trabalho exercido pelos fisioterapeutas. O serviço realizado por esses profissionais está auxiliando na recuperação dos pacientes internados para tratamento do novo coronavírus. 
O coordenador da fisioterapia do Hospital Dr. Genésio Rêgo, Francisco Araújo, explica a intenção do trabalho. “Com o passar do tempo, começamos a ter um outro olhar, buscamos trabalhar a fisioterapia respiratória associada à motora, por conta da síndrome do imobilismo, causada por conta da decrescência da atividade física desses pacientes. Então para que não acontecesse uma piora no quadro desses pacientes que já possuíam um comprometimento respiratório, começamos a trabalhar a questão motora com eles”, ressalta o coordenador.
As internações duram em média 12 dias e quanto mais tempo o paciente fica internado, mais necessária se faz a fisioterapia. Os pacientes realizam sessões de fisioterapias motoras e respiratórias duas vezes ao dia e durante à noite também é estimulada a mudança de posição.

“Quanto mais cedo começamos a trabalhar com esse paciente e melhorar as suas articulações e mobilidade, conseguimos dar independência a ele que, por não ter a família presente, precisa ter a sua autonomia, para realizar atividades como por exemplo ir ao banheiro, se vestir e se alimentar sozinho, sem a necessidade de um técnico acompanhando”, destaca o coordenador da fisioterapia, Francisco Araújo.

De acordo com o diretor clínico do Hospital Dr. Genésio Rêgo, Demian Borges, o trabalho do fisioterapeuta é de extrema importância no tratamento do paciente com a Covid-19. “Todos os pacientes apresentam algum tipo de pneumonia e muitos deles evoluem para a ventilação mecânica, além disso, tem a questão da imobilidade desses pacientes, que faz com que se torne ainda mais necessária a presença do fisioterapeuta para a avaliação motora juntamente com a avaliação respiratória”, pontua o diretor. 
A unidade de saúde possui uma equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, dentistas, assistentes sociais, entre outros profissionais.

O paciente Aloísio Eduardo Silva, 66 anos, é aposentado e veio da cidade de Santa Inês. Ele conta que deu entrada no dia 22 de maio na unidade com muita falta de ar, passou cerca de 15 dias na UTI e hoje está concluindo seu tratamento em um leito clínico. 
“Hoje fazem 7 dias que não preciso mais de cateter de oxigênio para respirar. Eu cheguei aqui muito mal e agora já tenho independência para levantar e ir ao banheiro sozinho. Estou reaprendendo a fazer as coisas graças às sessões de fisioterapia, e continuo me dedicando cada dia mais, para que eu melhore e possa voltar logo para a minha casa”, destaca o paciente.

Já seu Francisco Luiz de França, 73 anos, veio da cidade de Coelho Neto e está internado no Genésio Rêgo desde o dia 19 de junho, ele ficou três dias na UTI antes de ser transferido para a enfermaria e hoje se considera um vencedor, recuperado da Covid-19.
“Ainda não vi um atendimento de um hospital público melhor que este. Recebo diariamente muita atenção de todos os profissionais e todo santo dia faço a fisioterapia. Depois das sessões eu melhorei 100%, eu ia ao banheiro de cadeira de rodas e não conseguia nem me sentar na cama. Hoje recuperei a minha independência e estou aguardando apenas o dia da minha alta médica”, conta o aposentado. 

O coordenador da Fisioterapia, Francisco Araújo, se emociona ao falar do prazer em cuidar dos pacientes. “É extremamente prazeroso para a gente quando um paciente recebe alta e nós sabemos que contribuímos para aquela saída, isso nos motiva mais ainda. Não tem dinheiro no mundo que pague, isso faz valer a pena todo o trabalho que estamos realizando”, conclui.

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