Doações beneficiam povos indígenas e municípios para o enfrentamento à covid-19

Visando apoiar as ações de enfrentamento à covid-19, 3.630 oxímetros e mais 1.815 termômetros estão sendo doados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) aos municípios e Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), considerados prioritários no enfrentamento à pandemia da covid-19. Os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Roraima, Rondônia, Tocantins, Pará e DSEIs prioritários, são os territórios beneficiados.  

Com o agravamento da pandemia e o consequente aumento da demanda por suprimentos e equipamentos que garantam a atenção à saúde de mulheres gestantes, crianças e adolescentes, vários desafios se apresentam, principalmente, na Amazônia Brasileira.  Por essa razão, o UNICEF  através de mobilização de parceiros reuniu esforços para apoiar os municípios prioritários em condições de extrema vulnerabilidade diante do cenário epidemiológico nacional e mundial. 

Acre e Amapá tiveram seis municípios contemplados. No Amazonas, 60 cidades estão recebendo os equipamentos, e o Maranhão 16 municípios, além do Distrito Sanitário Especial (DSEI) Maranhão. Mato Grasso e Pará tiveram, respectivamente, 12 e 34 cidades que receberam as doações, além do DSEI Guamá-Tocantins.  Rondônia, Roraima e Tocantins, receberam os equipamentos conforme a prioridade de cada cidade dessas regiões. Sendo assim, as doações foram enviadas para oito cidades de Rondônia e mais o DSEI Cacoal (RO), duas cidades em Roraima e cinco em Tocantins.  

O Maranhão, estado contemplado com as doações, já distribuiu os equipamentos para 24 cidades desta primeira fase de entregas, restando apenas dois municípios a serem alcançados na próxima semana. Para o Secretário de Saúde do Estado, Carlos Lula, a parceria com o UNICEF tem permitido reforçar a vigilância junto às secretarias municipais.  

“Neste momento, em que o cenário epidemiológico da covid-19 apresenta uma tendência de melhora, os municípios devem reforçar as ações de vigilância e monitoramento das síndromes respiratórias e continuar a adotar medidas de prevenção. A ação do UNICEF fortalece as atividades das Secretarias Municipais para a continuidade no enfrentamento à pandemia. Não basta vacinar, a vigilância precisa ser permanente”, completa.  

Para a coordenadora de saúde do UNICEF no Brasil, Cristina Albuquerque, “estas doações são resultado de um esforço de muitos para fortalecer os cuidados urgentes, permanentes e necessários para este momento de pandemia. O UNICEF vem dialogando com o setor privado que tem tido a sensibilidade de contribuir com os territórios mais vulneráveis para que possam cuidar de quem precisa, não só com equipamentos de proteção individual, mas também com kits de higiene e outros, para quem mais precisa, especialmente para os povos indígenas, tão duramente impactados pela covid-19.”

Áreas Prioritárias para o UNICEF    

 No período da pandemia, o UNICEF analisa continuamente os dados socioeconômicos e epidemiológicos das regiões e municípios mais vulneráveis do Brasil para formular estratégias de atuação. Historicamente, são nessas áreas que os efeitos da pandemia são mais intensos, principalmente em aspectos como evasão escolar e queda na imunização de crianças e adolescente, entre outros. Cento e cinquenta municípios da Amazônia Legal e do Semiárido e 55 bairros de capitais foram escolhidos para a atuação direta do UNICEF e parceiros.

Sobre o UNICEF

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) trabalha em alguns dos lugares mais difíceis do planeta, para alcançar as crianças mais desfavorecidas do mundo. Em 190 países e territórios, o UNICEF trabalha para cada criança, em todos os lugares, para construir um mundo melhor para todos.