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Ciclo de Debates promovido pela ESMA aborda olhar interdisciplinar sobre saúde mental

Trabalhar a saúde mental pelo olhar interdisciplinar dos profissionais que atuam nos Centros Socioeducativos da Fundação da Criança e do Adolescente (Funac) foi a proposta do Ciclo de Debates promovido pela Escola de Socioeducação do Maranhão (ESMA), através do Canal da Socioeducação no Youtube, Funac-MA. 

A diretora técnica da Funac, Lúcia Diniz, destaca que os Ciclos de debates servirão para um maior aprofundamento da temática. “O trabalho da Funac é de alta complexidade. Sendo assim, as intervenções devem ser pensadas estrategicamente. Essa atividade integra um ciclo de debates que foram organizados para discutir a saúde mental dos adolescentes e servidores”, afirma. 

As interfaces do trabalho do pedagogo e como ele atua nas medidas em meio fechado e aberto, além dos procedimentos, caso identifique um adolescente com problemas de saúde mental, foi a abordagem feita pela pedagoga Layza Lima, uma das palestrantes. “Foram debatidos os desafios da profissão, principalmente nesse período de pandemia nos casos das aulas que estão acontecendo de forma virtual, com ensino híbrido; o uso das novas tecnologias do trabalho do pedagogo no sistema socioeducativo e como superar esses desafios”, enfatiza.

O psicólogo Josivaldo Coelho ressalta que os profissionais da Pedagogia e do Direito abordaram as questões de Saúde Mental no Sistema Socioeducativo em Meio Fechado e de como se dão as intervenções em Saúde Mental no Meio Aberto. Para ele, a temática é importante para os profissionais do atendimento socioeducativo.

“É possível identificar lacunas no trabalho junto aos adolescentes e trabalhadores no Sistema Socioeducativo com demandas correlacionadas ao campo da Saúde Mental, o que possibilita pensar em estratégias de enfrentamento aos desafios e dificuldades que se apresentam de forma multifacetada e dinâmica, a qual requer ter ou propiciar o mínimo de habilidades desenvolvidas para identificar problemáticas em saúde mental que possam comprometer a rotina  dos Centros Socioeducativos ou na atenção à Saúde Mental em meio aberto”, declara Josivaldo.

A servidora Katiuscia Lima destaca que é necessário um trabalho intersetorial. “É muito importante a intersetorialidade das instituições no atendimento socioeducativo para que possamos minimizar as ações medicamentosas e para fortalecermos os grupos terapêuticos”, diz.

Para o advogado Hildebrando Júnior, um dos debatedores, os profissionais que atuam na socioeducação precisam entender a legislação vigente. “O intuito é garantir o atendimento humanizado e a assistência integral à saúde mental, seja preventiva ou interventiva, pois muitas vezes a equipe de atendimento ao socioeducando é que promove a inclusão deles no atendimento junto ao Sistema Único de Saúde (SUS),  que em muitos casos ocorre apenas quando do cumprimento de medidas socioeducativas”, pontua.