Tribunal do Júri de Itapecuru-Mirim absolve acusados de homicídio

O Tribunal do Júri da comarca de Itapecuru-Mirim, em sessão realizada nos dias 6 e 7 de outubro, no auditório da Câmara Municipal, decidiu pela absolvição de dois réus acusados de homicídio e ocultação de cadáver e outros dois, por tentativa de homicídio.

Na sessão do dia 7, por maioria de votos, os jurados confirmaram a materialidade do crime de homicídio de Wellison David de Castro Neres, ocorrido no dia 22 de março de 2017, no Povoado Guaraci, na zona rural da cidade, por motivo fútil e sem chances de defesa. A vítima foi convencida a ir a um determinado local, com a promessa de praticar um roubo na companhia de Ademar Cabral Sousa, mas, chegando lá, foi surpreendida por ele e pelo outro acusado, Jean da Conceição (“Mamute”) e morto com seis tiros, seguidos da ocultação do cadáver, que foi jogado no Rio Itapecuru. 

O conselho de sentença confirmou, por maioria de votos, a materialidade e a letalidade do crime de homicídio e do crime de ocultação de cadáver, mas não reconheceu a autoria dos acusados, que foram absolvidos dos crimes.  

No dia 6, foram julgados os réus José Benedito dos Santos Mendes (“Bibi”) e Marcos Aurélio Barbosa Viana (“Galo Cego”) pelo crime de tentativa de homicídio contra Maurício Pereira dos Santos. No dia 5 de março de 2019, próximo à Travessa Euclides da Cunha, no centro da cidade, a vítima participava de uma festa de carnaval, quando a irmã do denunciado José Benedito pediu carona à vítima na volta para casa. Depois de sair de moto do local, na companhia da mulher, a vítima foi derrubada em colisão da moto, conduzida pelos dois acusados, e em seguida agredido com socos, pauladas e pancadas de facão, tendo sofridos várias lesões e fraturado o maxilar.

Por maioria de votos, o conselho de sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, mas absolveu os dois acusados. Encerrado o julgamento, a juíza revogou as prisões preventivas dos dois réus. Em consequência da decisão, a juíza Mirella Cézar Freitas revogou a prisão preventiva dos quatro acusados e determinou a soltura dos presos. Atuou pela 2ª Promotoria de Justiça de Itapecuru-Mirim a promotora Carla Mendes Pereira Alencar.

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