O Maranhense|Noticias de São Luís e do Maranhão

Últimas Noticias

Série de animação “Pipo e Fifi” estreia no Canal Futura como referência em educação preventiva  

No próximo dia 18, o Canal Futura estreia a série de animação “Pipo e Fifi”. Adaptada da obra homônima escrita por  Carolina Arcari e ilustrada por Isabela Santos, a produção é assinada pela Vilarejo Filmes e conta com direção e roteiro de Caroline Arcari e Maria Julieta Jacob. Em 15 episódios, Pipo, Fifi, vovó Cléo e Gomes convidam a gente para o dia a dia dessa família, cheio de conversas sobre consentimento, corpo, direitos, uso de telas, proteção e adultos de confiança. Uma série para crianças assistirem com quem amam — e para adultos perderem o medo de conversar sobre temas importantes da infância.

Pipo e Fifi conta com o patrocínio da ANCINE, FSA, BRDE e incentivo do FUNCULTURA, FUNDARPE, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco.

Episódios 

  • Meu corpo é só meu

Quando Fifi tenta puxar Gomes pelo rabo, o cachorro reage: não quer ser tocado assim. O gesto abre uma conversa sobre partes íntimas e autonomia corporal. Cléo explica, com afeto e clareza, que cada pessoa é dona do próprio corpo — mesmo sendo criança.

  • Consentimento

Durante uma brincadeira de cosquinha, Fifi pede para parar — e Pipo insiste. Cléo transforma o conflito em lição: consentimento pode mudar, e o “não” precisa ser sempre respeitado. As crianças treinam formas de dizer não e aprendem a reconhecer limites.

  • Dia de Praia

Pipo e Fifi saem correndo pelados para o mar. Cléo os chama — não para repreender, mas para explicar. O episódio distingue contextos privados e públicos sem moralismo, mostrando que não há nada de errado com o corpo, mas há momentos para cada situação.

  • De onde vêm os bebês?

Pipo acha que bebês caem de avião. Fifi aposta na cegonha. Cléo desfaz os dois mitos com linguagem adaptada à infância, explicando gestação, parto e adoção. O consentimento aparece naturalmente, e fica claro que esse tipo de carinho é só para adultos.

  • Um dia de chuva

Entediados, Pipo e Fifi clicam num pop-up disfarçado de sorteio e se deparam com conteúdo adulto. A reação de Cléo é acolhedora: a culpa não é deles. O episódio aborda a exposição acidental à pornografia e retoma as regras de segurança digital da família.

  • Conselho Tutelar

A visita do conselheiro tutelar Otávio apavora Fifi e Gomes, que acham que serão presos. O mal-entendido vira oportunidade: Otávio explica que o Conselho Tutelar protege crianças, não as pune, e que qualquer uma pode pedir ajuda quando precisar.

  • O que se faz no banheiro

Cléo flagra Pipo, Fifi e Gomes fazendo cuidados corporais na sala. Sem repreensão, ela explica que cuidar do corpo não é errado — mas pertence ao espaço privado. O episódio constrói noções saudáveis de intimidade sem culpa, com leveza e humor.

  • Segredos

Pipo conta que uma colega sofre violência e foi orientada a não falar. Cléo ensina a diferença entre segredos bons e segredos perigosos — estes precisam ser compartilhados com adultos de confiança. Um episódio essencial para a prevenção do abuso.

  • Meninos podem dançar

Pipo chega abalado: foi ridicularizado por dançar e chorar. Cléo acolhe seus sentimentos e desmonta estereótipos de gênero com exemplos reais. O episódio reforça que emoções não têm dono e que nenhum interesse pertence exclusivamente a um gênero.

  • Empoderamento feminino

Um colega diz a Fifi que ser goleira não é coisa de menina. Cléo responde com sua própria história: de família numerosa à primeira prefeita negra de Vila Segura. O episódio trabalha a igualdade de gênero de forma concreta, narrativa e inspiradora.

  • Pessoas de confiança

Surge a ideia de que adultos sempre devem ser obedecidos. Cléo intervém: nem todo adulto é automaticamente confiável. O episódio apresenta critérios práticos para identificar pessoas seguras e é um dos mais estratégicos na prevenção de violência

  • Castigos físicos

Fifi repete uma frase comum sobre palmadas. Cléo não deixa passar: bater, humilhar e ameaçar crianças é errado e proibido por lei. O episódio confronta uma prática ainda naturalizada e oferece uma perspectiva baseada em direitos e limites saudáveis.

  • O pezinho de jabuticaba

Pipo e Fifi quebram um vaso especial de Cléo e precisam lidar com culpa, medo e responsabilidade. O episódio acompanha o percurso até o pedido de desculpas e a reparação — mostrando que errar faz parte e que a forma de lidar com o erro é o que importa.

  • Menstruação

Fifi ouve adultos falando sobre menstruação e não entende o que é. Cléo explica com naturalidade o funcionamento do corpo feminino e as mudanças da puberdade. Um episódio sem tabu, essencial para meninas que se aproximam dessa fase — e para meninos.

  • Discando o 100

Numa brincadeira, Pipo confunde serviços de denúncia até Cléo explicar o Disque 100 — canal nacional para denunciar violações de direitos de crianças. Um fechamento poderoso: depois de aprender sobre corpo e direitos, as crianças recebem uma ferramenta de ação.