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Regularização fundiária e linhas de créditos são debatidos em Live de Roberto Rocha com o presidente do Incra

Créditos para construção e produção e regularização fundiária no Maranhão foram temas abordados na oitava live “Roberto Bem Perto”, realizada nesta última terça-feira, 25, pelo senador Roberto Rocha.

A live teve como convidado o presidente do Instituto de Colonização e Terras do Maranhão – INCRA, Geraldo Melo Filho, que fez um relato sobre as realizações do órgão no Maranhão, assim como frisou os serviços de linhas de créditos disponíveis para as famílias assentadas.

De acordo com Geraldo Melo Filho, desde o início do Governo Bolsonaro, milhares de famílias maranhenses estão recebendo documentos de titulação de terras, sendo, o Maranhão, o estado com o maior programa de Reforma Agrária em curso no Brasil.

O senador Roberto Rocha lembrou sobre a recente entrega de 17 mil títulos de terras realizada em Açailândia, com a presença do presidente Jair Bolsonaro. Em seguida perguntou ao presidente do Incra quantas são as famílias maranhenses assentadas e quantos assentamentos tem o Maranhão.

Geraldo Melo Filho respondeu que, no Brasil, são mais de nove mil assentamentos rurais e cerca de 970 mil famílias assentadas em todo os estados, o que equivale a uma área de 88 milhões de hectares.

“Dentro da reforma agrária do Incra, caberiam, inteiros, os países da Alemanha e da França, dois dos maiores países da Europa”, comparou o presidente do Incra, que deu seguimento à sua resposta, informando que, somente no Maranhão o Incra tem mais de mil assentamentos, precisamente 1.028 projetos de assentamento, chegando a um público de mais de 130 mil assentados.

Ao se reportar à entrega de títulos em Açailândia, Geraldo Melo Filho classificou como um momento emocionante.

“Quem não entende a força de um processo de titulação, de regularização fundiária, precisa ser testemunha do momento de uma entrega de títulos como a de Açailândia, para uma família. O governo Bolsonaro, desde o início, colocou como meta que tínhamos que trabalhar fortemente nesse assunto. Essa é a nossa meta principal”, disse.

Geraldo Melo também anunciou que haverá novas entregas de títulos em breve, no Maranhão, o que ele classifica como um resgate à defasagem existente dos direitos das famílias assentadas.

“Já estamos nos preparando pra voltar ao Maranhão com mais entregas. Infelizmente, a demanda que recebemos é uma coisa que está tão atrasada…o Estado brasileiro, ele deve muito a essas pessoas no sentido do reconhecimento desse direito. Então nós estamos tirando esse atraso, trabalhando com uma determinação muito firme”, afirmou.

Além de implementar a política de reforma agrária e realizar o ordenamento fundiário nacional, o Incra também disponibiliza linhas de crédito que compõem o trabalho de políticas públicas do órgão. Geraldo Filho informou que entre as várias linhas de crédito praticadas pelo Incra há uma que é o “carro-chefe” entre as demais: o crédito habitacional.

Sobre esse assunto, o senador Roberto Rocha destacou que o Maranhão foi o estado campeão em créditos de habitação. Obteve o maior número de contratos aos assentados em situação regular, totalizando mais de dois mil contratos assinados, conseguindo a marca de aplicação de mais de cem milhões em recursos para créditos aos assentados.

Quanto ao resgate da qualidade de vida dos maranhenses, cujo estado tem os piores índices da federação, o senador Roberto Rocha contextualizou com a forma de exercer a política no Maranhão, que, segundo ele, não está a serviço de melhorar a vida das pessoas.

“Nós temos a maior população rural do Brasil. E infelizmente a mais pobre, o que não se justifica. O nosso estado consegue concentrar uma riqueza natural tão grande, dada por Deus, consegue concentrar um poder político muito grande, porque tem uma bancada de dezoito deputados federais e três senadores (nenhum estado do norte tem isso), e, contraditoriamente, tem a população mais pobre. Então está muito claro que a política não está se convertendo em melhoria da vida das pessoas. Dessa forma é necessário rever o conceito de fazer política no Maranhão”, constatou o senador.