Quem tem score baixo também pode conseguir empréstimo

Os bancos e as instituições financeiras são responsáveis por definir as próprias políticas para a concessão de empréstimos, segundo informação do Banco Central. Em geral, o score, a renda e a inclusão do nome na lista de negativados integram os critérios analisados. Mas essa avaliação tem se tornado mais flexível, facilitando o acesso dos consumidores aos recursos financeiros, independente do histórico de inadimplência.

O score é um sistema de pontuação feito com base na relação do consumidor com o mercado. Quando há o atraso no pagamento, dívidas em aberto ou a inclusão do nome em órgãos de proteção ao crédito, como SPC e Serasa, os pontos diminuem. Por isso, na avaliação dos bancos e instituições financeiras, quem tem um score baixo corre mais risco de inadimplência, o que pode ser um impeditivo para a aprovação de um empréstimo.

Mas como cada instituição é responsável por criar suas políticas de crédito, não são todas que consideram o score um critério de avaliação e, dentre aquelas que o utilizam, a pontuação mínima exigida não é a mesma. Desta forma, cabe ao consumidor pesquisar as alternativas disponíveis no mercado para avaliar aquelas que possam atendê-lo.

O empréstimo pessoal para quem tem o score baixo é uma realidade. Uma das opções é empréstimo pessoal online. A modalidade exige apenas idade mínima de 18 anos e comprovação de renda. A contratação é para valores menores, de até R$ 2.500, e pode ser feita pela internet. Como é dada uma garantia, a taxa de juros é mais baixa.

Outra alternativa disponível é o cartão de crédito para negativados com limite. É possível escolher por um modelo pré-pago, consignado ou oferecido por empresas para parcelar as compras e obter descontos. As condições para a contratação, valor do limite e taxas de juros variam de acordo com que oferece o cartão.

A flexibilização do acesso ao crédito pode impactar a vida financeira de muitos brasileiros. O país tem 76,1% das famílias endividadas, sendo 26,4% em situação de inadimplência. Os dados são da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada, em fevereiro, pela Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Como aumentar o score

A pontuação do score varia de zero a mil. Quem tem acima de 701 pontos possui um score alto e, por isso, deve ter mais facilidade para conseguir a aprovação de empréstimos, financiamentos e cartões de crédito. A leitura é que este consumidor tem um histórico positivo como pagador.

Quando a pontuação varia entre 301 e 700, é considerada média. Isto implica chances moderadas de acesso ao crédito, pois a avaliação é que este consumidor tem um risco médio de ficar inadimplente.

Se a pontuação está abaixo de 300, o score é considerado baixo e, portanto, a análise é que o consumidor possui um histórico de inadimplência, o que pode causar restrições para o acesso ao crédito.

A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor do Estado de São Paulo (Procon-SP) esclarece que a única forma de aumentar o score é pagando as contas em dia. Portanto, a orientação para quem está inadimplente é renegociar as dívidas com os credores para facilitar o pagamento, o que pode ser feito com o auxílio dos Procons.

O órgão alerta sobre os golpes praticados na internet por meio de anúncios e pessoas que se apresentam nas redes sociais como representantes de instituições financeiras e cobram valores com a promessa de aumentar o score do consumidor. No entanto, o Procon-SP ressalta que para a pontuação ser maior, basta manter as contas em dia.