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Prefeitura de Imperatriz encerra atividades do setembro Amarelo

Após intensas de atividades de promoção da vida, a Prefeitura de Imperatriz, por meio da Secretaria de Saúde (Semus), encerrou as ações do Setembro Amarelo, nesta sexta-feira (30), com uma mesa-redonda e lançamento do projeto Sofrimento Psíquico, Estratégias de Enfrentamento e Suporte social de Trabalhadores da Saúde. A campanha este ano teve o tema: “A Vida Devia ser Bem Melhor, e Será”.

Foram realizadas diversas mobilizações de valorização da vida, informações de prevenção e cuidados com a saúde dos trabalhadores e população em geral ao longo do mês. Mais de 40 locais receberam ações da Rede de Saúde Mental do Município, contemplando aproximadamente 3 mil pessoas neste mês.

Encerramento ocorreu na Universidade Aberta do Brasil. ( Foto: Hemerson Pinto)
“O Município de Imperatriz conta com uma rede estruturada de atendimento a pessoas com adoecimento mental e nós temos buscado, por determinação do prefeito Assis, fortalecer ainda mais os nossos serviços e a nossa assistência aos pacientes e familiares. É importante destacar a importância da família nesse processo de acolhida”, explicou o secretário de Saúde, Alcemir Costa.

A campanha Setembro Amarelo objetiva fortalecer a valorização da vida, levar informações de prevenção e cuidados com a saúde. Além de identificar problemas culturais, biológicos, psicológicos e sociais para cuidar de pessoas, conforme suas especificidades.

“Setembro Amarelo realizado pela Prefeitura levou ações a vários ambientes, buscando cuidados e prevenção de adoecimento mental, e esta edição teve o foco também nos trabalhadores. Este trabalho ocorre durante todo o ano, mas esse mês foi intensificado, alçando um número maior de pessoas”, ressaltou o secretário de Governo, Eduardo Soares.

Em Imperatriz, a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) dispõe de serviços que atendem os diferentes graus de complexidade dos usuários, promovem assistência integral e participação social do indivíduo, que apresenta transtorno mental. São mantidos pela Prefeitura: o Caps Infanto-Juvenil, Caps Renascer, Caps AD e o Ambulatório da Saúde Mental.

Projeto

Durante o encerramento do Setembro Amarelo em Imperatriz, houve o lançamento do projeto o Sofrimento Psíquico, Estratégias de Enfrentamento e Suporte social de Trabalhadores da Saúde.

“É um projeto piloto, a priori contemplará os servidores da Saúde Mental, mas que vai se estender para rede de saúde do Município. Se o profissional tem adoecimento? Como ele vai cuidar? Então, precisamos cuidar de quem cuida”, pontua Alberto Clézio, coordenador da Rede de Saúde Mental.

Ele explica ainda que “a saúde mental incorre, infelizmente, em muitos preconceitos, mas precisamos pensar em terapia de escuta especializada, de devolver os pacientes para suas casas, para inserção social, mesmo com intervenção medicamentosa, mesmo com suas limitações”, comenta

Célia Cerqueira, trabalhadora da rede, destaca que ser da saúde mental é ter a capacidade empatia. “Requer habilidade, sensibilidade, perspicácia e acima de qualquer outra característica ser humano. Afinal, acolhemos pessoas acometidas por sofrimento e adoecimento mental, que sofrem muito preconceitos ainda”, destaca.