Internas do sistema prisional do Maranhão digitalizam processos físicos das 16 Varas Cíveis da capital

Todos os processos físicos das 16 Varas Cíveis da capital estão sendo digitalizados por 12 detentas da Unidade Prisional de Ressocialização Feminina de São Luís (UPFEM). A iniciativa, além de garantir mais velocidade e segurança na tramitação dos documentos, contribui com a profissionalização das custodiadas.

O projeto Digitalizar Já é resultado de convênio firmado entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), com o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). As internas, todas do regime semiaberto, trabalham na Central de Digitalização de Processos, que funciona no Fórum Desembargador Sarney Costa, no bairro do Calhau, em São Luís.

Essa ação faz parte do processo de modernização do Poder Judiciário, por meio da digitalização de processos físicos e sua migração ao sistema de Processo Judicial Eletrônico (PJe).

“Esse projeto beneficia tanto o Poder Judiciário, que tem melhorado seus serviços prestados ao informatizar os processos físicos, quanto às internas, que têm a oportunidade de desenvolver uma atividade digna e que coopera, de forma significativa, para a reintegração social delas”, destaca o secretário de Estado de Administração Penitenciária, Murilo Andrade.

Com o reinício das atividades na Central de Digitalização de Processos, em junho, o trabalho das detentas já resultou, em apenas 15 dias, na digitalização de 1.077 processos da 1° Vara Cível. Com a finalização do trabalho nessa unidade, irão iniciar o trabalho na 4° Vara Cível. Elas conseguem, diariamente, a digitalização de 2 mil laudas, que é uma média de 10 processos. A eficiência e o comprometimento das custodiadas na atividade está sendo reconhecida no local do trabalho.

“Estamos tendo um ótimo trabalho que está sendo desenvolvido pelas internas com bastante dedicação e esforço. Percebemos como elas querem mudar e fazer a diferença para que o projeto se desenvolva, cresça e torne todas as secretarias totalmente digitais”, pontuou um dos coordenadores da Central de Digitalização de Processos, o auxiliar judiciário Raimundo Lisboa.

Para participarem do projeto, as internas passaram por treinamento ofertado pelo judiciário. O processo de digitalização realizado pelas internas consiste em duas etapas. Na primeira, 4 presas fazem a higienização dos processos e a reprodução das cópias que não podem ser digitalizadas. O passo seguinte é a digitalização, tendo nesse processo a atividade de 8 internas.

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