Hospital Presidente Vargas completa 77 anos e é referência para tratamento de doenças como HIV e tuberculose

Em celebração restrita, o Hospital Presidente Vargas comemorou nesta sexta-feira (21) o aniversário de 77 anos, com a presença da direção e de profissionais que atuam na unidade de saúde. A unidade, que integra a rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), é referência para o tratamento de pacientes diagnosticados com HIV, tuberculose e, ainda, doenças tropicais. 

A comemoração obedeceu às exigências sanitárias e de distanciamento social vigentes. De acordo com a diretora geral do hospital, Leyna Lima, há muito a ser celebrado. “O Hospital Presidente Vargas tem muitas histórias de lutas e conquistas. todas em prol de pacientes que buscam tratamento contra doenças estigmatizadas. Ao longo desses anos, o que temos de mais forte e evidente é uma equipe muito capacitada, que acolhe os pacientes”, disse Leyna. 

O momento mais marcante da celebração foi a singela homenagem prestada a dois ex-profissionais do hospital, que após serem diagnosticados com coronavírus, lamentavelmente faleceram em decorrência de complicações causadas pela doença. Em respeito e valorização deles, a direção estendeu a comemoração aos familiares das vítimas, que por sinal se fizeram presentes e agradeceram o tributo em memória. 

Durante o pico de pandemia, o hospital manteve a sua assistência especializada por meio dos ambulatórios, bem como a entrega das medicações, com envio para o interior do estado. Nos últimos 30 dias, a unidade prestou uma média de 16.146 atendimentos, sendo 231 pacientes em acompanhamento regular de tuberculose e 5.460 de HIV/Aids. 

Para dar conta da demanda, uma equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, farmacêuticos e psicólogos dão apoio aos pacientes. O atendimento pode ser tanto por demanda espontânea, através do serviço ambulatorial, como de forma regulada, quando há necessidade de tratamento e internação em modo mais intensivo. 

De acordo com a supervisora de enfermagem, Juliana Câmara, independente do resultado, o indivíduo é acolhido. “O paciente, quando procura atendimento inicial, seja para HIV ou Tuberculose, ele passa pela equipe multiprofissional. A partir daí, é submetido à triagem, onde são verificadas todas as necessidades de exames, medicações e é aberto um prontuário e prestada toda a assistência necessária desde o primeiro contato”, explicou.

Somente no mês de julho, foram realizadas 32 internações e outras 29 até o dia 20 de agosto. O Hospital Presidente Vargas é referência em diagnóstico e tratamento de tuberculose, HIV/AIDS e doenças tropicais.

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