Governo do Maranhão intensifica monitoramento de áreas de risco no estado durante o mês de abril

O Governo do Maranhão intensificou, este mês, o trabalho de monitoramento das áreas de risco de enchentes e deslizamentos e, se for o caso, retirar as famílias das localidades de forma preventiva, evitando quaisquer incidentes. Ao todo, 64 municípios já decretaram situação de emergência no estado. No domingo (9), o governador Carlos Brandão e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobrevoaram cidades atingidas.

O planejamento feito pelo Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), a Defesa Civil e todos os órgãos que compõem o Comitê Gestor de Prevenção e Assistência às Vítimas das Chuvas (CPAV) leva em consideração o fato de abril ser um mês conhecido pelo grande volume de chuvas no Maranhão, que tem apresentado chuvas acima da média desde janeiro.

Monitoramento

O monitoramento é para evitar maiores dificuldades na assistência às famílias afetadas. “Temos 10 cidades com povoados isolados, o que dificulta a prestação de assistência, a entrega de alimentos, acompanhamento médico e outros, que precisa ser feito por via aérea ou por barcos. A prioridade máxima é garantir a assistência imediata às famílias e com o máximo de segurança”, informou o coronel Célio Roberto Araújo, comandante do CBMMA.

Segundo o Corpo de Bombeiros, está sendo realizado um trabalho integrado com os municípios cuja prioridade é a retirada das famílias das áreas de risco.

“Nós estamos com todas as principais bacias hidrográficas do estado com cheias acima da média para o período por causa das chuvas intensas deste início de ano, o que pode afetar sobretudo as populações ribeirinhas. Por isso, estamos fazendo o monitoramento da evolução do nível dos nossos rios para que estas famílias possam ser retiradas do local antes que ocorra algum agravo”, afirmou o coronel Célio Roberto Araújo.

Desde o início do período chuvoso, 64 cidades maranhenses já decretaram situação de emergência e, até o momento, 35.894 famílias foram afetadas, estando 7.757 delas desabrigadas ou desalojadas, segundo o CBMMA.

De acordo com o comandante Célio Roberto Araújo, Alto Alegre do Pindaré também vai decretar estado de calamidade após as chuvas da sexta-feira (7), que deixaram a cidade isolada após a enchente do Rio Pindaré. O rio está 7 metros acima do nível normal e alagou toda a MA-119, que dá acesso à cidade. “Já estamos prestando toda a assistência necessária à população da cidade e às famílias mais atingidas. A diretriz do governador Carlos Brandão é levar o máximo de ajuda humanitária a todas as famílias atingidas pelas chuvas no estado”, disse.

Visita às cidades atingidas

No domingo (9), o governador Carlos Brandão e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobrevoaram as cidades de Bacabal, Trizidela do Vale e Pedreiras, que foram afetadas pela cheia do Rio Mearim. O rio está 8 metros acima do seu nível normal. Eles também visitaram os abrigos que estão recebendo as famílias atingidas.

Durante as visitas, o governador Carlos Brandão e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçaram a união de esforços do Governo Federal, estadual e municípios, além da sociedade civil, para ajudar as famílias maranhenses.

“São mais de 64 municípios afetados, mas nós não vamos baixar a cabeça”, declarou o governador Carlos Brandão durante coletiva de imprensa realizada após o sobrevoo às cidades e visita aos abrigos de Bacabal e Pedreiras.

“O Governo Federal não soltará a mão em nenhuma hipótese do Governo do Maranhão para cuidar desse estado e, sobretudo, cuidar das pessoas”, garantiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Governo do Estado tem prestado assistência às famílias e já distribuiu 220 mil cestas básicas e 700 toneladas de pescado para dar suporte às famílias afetadas pelas fortes chuvas. Por meio da rede de Restaurantes Populares também já foram distribuídas 200 mil refeições. As famílias também estão recebendo kits de conectividade, emissão de documentos por meio do Viva/Procon e a providência de abrigo para quem ficou sem teto com as inundações. A assistência inclui também a entrega de colchões, água potável, roupas, remédios e outros itens essenciais.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, que integrou a comitiva do Governo Federal que visitou as cidades afetadas também destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já orientou o ministro Waldez Góes, da Integração e Desenvolvimento Regional, que também esteve no Maranhão no domingo (9), a receber os prefeitos maranhenses para viabilizar recursos para a reconstrução da infraestrutura das cidades afetadas.