Governo define fluxo de atendimento a povos indígenas para assistência a casos da Covid-19

O Governo do Estado tem trabalhado para reforçar o suporte operacional em território indígena com foco na assistência médica aos diagnosticados com a Covid-19. Para isso, foi montado um fluxo de atendimento no intuito de acolher os doentes, oportunizando tratamento em unidades de alta complexidade geridas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), aumentando as chances de recuperação e salvando vidas.

No Maranhão, parte da população indígena está concentrada em regiões como Santa Inês, Imperatriz e Grajaú. Nessas áreas, hospitais macrorregionais geridos pelo estado e que são considerados de referência para atendimento a casos da Covid-19 oferecem a assistência aos indígenas e dão apoio às equipes de saúde que trabalham junto a este público.

De acordo com o médico e assessor especial da SES, Rodrigo Lopes, foi elaborado um fluxo de atendimento específico para os povos indígenas. “O fluxo estabelecido foi alinhado com o Dsei, que é o Distrito Sanitário Especial Indígena. Para dar apoio aos serviços realizados nas localidades, o Governo dispensou testes rápidos, álcool em gel, além de equipamentos de proteção individual como luvas e máscaras”, disse Rodrigo Lopes.

Em paralelo a essa investida, o Estado tem se mostrado presente com o envio de equipes da Força Estadual de Saúde do Maranhão (Fesma), em parceria com as secretarias municipais de saúde. Através de um trabalho integrado, os enfermeiros, médicos e técnicos têm realizado testes, consultas e pontuais conduções dos indígenas residentes nas aldeias mais remotas e com difícil acesso à zona urbana. 

Fluxo de atendimento 

O objetivo do fluxo de atendimento é fazer com que a assistência em saúde ofertada pelo estado, em resposta à pandemia causada pelo coronavírus, funcione em formato de rede. Dessa forma, foram estabelecidas responsabilidades que vão desde o primeiro atendimento até a internação do indígena em uma unidade de alta complexidade gerida pelo estado.

Os casos triados e classificados como leves ou moderados pelas equipes de saúde serão direcionados para a UPA Bernardo Sayão (Imperatriz), Ambulatório Médico Especializado (Barra do Corda), Hospital Municipal Dr. Tomáz Martins (Santa Inês), Hospital Municipal de Zé Doca, Hospital Geral de Grajaú, Ambulatório Médico Especializado ou UPA Barra do Corda. Os indígenas que apresentarem agravamento no quadro clínico, estes deverão ser regulados para o Hospital Macrorregional Drª. Ruth Noleto, em Imperatriz, e o Hospital Regional Dr. Tomás Martins, em Santa Inês.

Ao todo, o Maranhão tem catalogado o total de seis Polo Base, localizados nos municípios de Amarante, Arame, Barra do Corda, Grajaú, Zé Doca e Santa Inês. Entretanto, a SES trabalha com um sétimo polo, situado na cidade de Viana, região que abriga os índios da etnia Gamela. Cada um dos polos ficou com a responsabilidade de fazer o acolhimento e o primeiro atendimento ao indígena que apresentar sintomas da Covid-19.

De acordo com o Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (SIASI), do Ministério da Saúde, o estado possui mais de 37 mil indígenas em seu contingente populacional, distribuído em oito etnias. São elas: Guajajara, Awá-Guajá, Ka’Apor, Krenyê, Canela, Krikati, Gavião e Timbira.