Frota de veículos elétricos mais que triplica no Maranhão e chega a 11,5 mil unidades em dois anos
A frota de veículos elétricos e híbridos em circulação no Maranhão alcançou a marca de 11.532 unidades em agosto de 2026. Segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o estado registrou um crescimento de 210% na comparação com agosto de 2024, quando contabilizava 3.724 veículos eletrificados. O ritmo de expansão do segmento foi significativamente superior ao da frota total do estado, que cresceu 13,3% no mesmo período.
De acordo com Artur da Silva Figueiredo, assessor de Ciclo de Crédito da Central Sicredi Nordeste, a expansão desse mercado está ligada a uma combinação de fatores. “O consumidor passou a encontrar uma variedade maior de modelos e faixas de preço, enquanto as instituições financeiras ampliaram as alternativas para viabilizar essa compra. Esse movimento reduz uma das principais barreiras de entrada para quem considera trocar um veículo convencional por um eletrificado”, afirma.
A capital São Luís responde pela maior parcela dessa frota no estado, somando 6.990 veículos eletrificados, o que representa 60,6% do total maranhense. Na cidade, esses modelos atingiram 1,31% do parque circulante local. No fluxo de expansão registrado entre 2024 e 2026, para cada 10,6 novos veículos não eletrificados incorporados à frota de São Luís, foi registrado um novo veículo eletrificado.
Imperatriz também apresenta crescimento expressivo, com a frota de elétricos e híbridos passando de 320 para 1.137 unidades, uma alta de 255,3% em dois anos. Juntas, São Luís e Imperatriz concentram 70,5% de todos os veículos eletrificados do estado.
Carteira de crédito
No Maranhão, a carteira do Sicredi destinada ao financiamento de veículos elétricos e híbridos atingiu R$ 469,3 mil em agosto de 2026. A oferta de crédito tem acompanhado a evolução do mercado e atua como instrumento de apoio para a expansão do segmento no estado.
“Os números mostram que existe uma demanda crescente e que o crédito tem acompanhado essa transformação. Para o consumidor, além do valor de aquisição, entram na decisão fatores como economia de combustível, custos de manutenção, autonomia e disponibilidade de pontos de recarga”, explica Figueiredo. Segundo ele, a avaliação do custo total de uso do veículo tem ganhado importância na escolha por modelos eletrificados.
Para Figueiredo, a tendência é que a combinação entre maior oferta, evolução tecnológica e expansão da infraestrutura torne esses veículos cada vez mais presentes no cotidiano. “À medida que os modelos se tornam mais acessíveis e a rede de recarga avança, o consumidor passa a perceber a eletrificação não apenas como uma novidade tecnológica, mas como uma alternativa concreta de mobilidade. Esse processo tende a ampliar gradualmente a participação desses veículos nas cidades maranhenses”, conclui.
