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FIEMA articula núcleo para ampliar acesso da indústria a recursos de inovação

Grupo vai orientar empresas sobre crédito, incentivos e projetos tecnológicos

SÃO LUÍS – A Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) reuniu instituições de ensino, pesquisa e apoio ao setor produtivo na segunda-feira, 24, para avançar na criação do Núcleo da Nova Indústria Brasil (NIB) no Maranhão. A proposta é aproximar empresas de linhas de crédito, incentivos fiscais e programas de apoio à inovação e à tecnologia. Participam das discussões representantes da FIEMA, SESI, SENAI, Sebrae, UFMA, IFMA, UEMA, entre outras instituições. O grupo deverá mapear as competências de cada entidade e organizar informações sobre fontes de recursos como FINEP, Lei do Bem, Sudam e Sudene.

Para o superintendente da FIEMA, César Miranda, o trabalho conjunto deve facilitar o acesso das empresas aos recursos disponíveis. “Tivemos hoje aqui na Federação uma reunião com vários parceiros para buscar um entendimento e uma conexão maior entre essas entidades, de forma a apoiar as empresas na busca por acesso ao crédito, à inovação e à tecnologia. Nosso objetivo é favorecer e apoiar as empresas para que tenham acesso a esses recursos, que podem contribuir para o seu desenvolvimento e crescimento”, afirmou.

A iniciativa integra uma proposta desenvolvida pela Sudene com dez instituições de ciência e tecnologia (ICTs), uma em cada estado do Nordeste e outra em Minas Gerais, para divulgar a NIB e ampliar o acesso das empresas aos instrumentos de apoio à inovação.

No Maranhão, a coordenação é da pesquisadora da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Mikele Sant’Anna. Segundo ela, o trabalho é aproximar as empresas das oportunidades disponíveis. “Nosso trabalho é informar o empresário sobre como acessar as leis incentivadas da Sudam, Sudene, Lei do Bem, os financiamentos para inovação e as subvenções da FINEP, para que eles consigam apoio para desenvolver suas inovações, se tornar mais competitivos e gerar mais emprego e renda”, explicou.

ATENDIMENTO POR SEGMENTO – Uma das propostas discutidas foi criar fluxos para cada fonte de financiamento, com requisitos, etapas e indicação das empresas que podem se enquadrar em cada linha. A intenção é oferecer uma orientação mais direcionada e conectar as empresas aos especialistas e instituições capazes de apoiar a elaboração dos projetos.

O trabalho também deverá ser feito por segmentos empresariais, com reuniões e visitas direcionadas. O primeiro passo será formalizar o núcleo por meio de um termo de adesão, tendo como referência o modelo elaborado pela Sudene. A expectativa é estruturar uma rede permanente para conectar empresas maranhenses a recursos, conhecimento e tecnologia voltados à inovação e à competitividade.