Feira Energia Feminina fortalece negócios de empreendedoras maranhenses
Projeto de capacitação e aceleração de negócios foi promovido pelo Instituto Equatorial e CIEDS
Capacitação, geração de renda e acesso ao mercado se encontraram na Feira de Negócios do projeto Energia Feminina, realizada no último sábado (5), no Espaço Cultural Humberto de Maracanã, no Centro Histórico de São Luís.
Promovida pelo Instituto Equatorial, em parceria com o Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS), a iniciativa reuniu 52 empreendedoras maranhenses e marcou a conclusão de uma jornada de seis meses voltada ao fortalecimento de pequenos negócios liderados por mulheres.
Kézia Marques, Gerente de Responsabilidade Social do Grupo Equatorial, afirma que o Grupo acredita na transformação social a partir do protagonismo das pessoas. “Esse evento veio coroar uma trajetória de formação de mulheres empreendedoras e a aceleração da sua capacidade produtiva, sua autonomia e a elevação de renda e autoestima. Essas mulheres acreditaram no projeto e chegaram até aqui, após passarem por um processo formativo de seis meses de conteúdos aprofundados. Que esses conhecimentos e o capital semente que elas receberam possam fazer a diferença para alavancar os seus negócios. Que elas voem bem alto”, destacou Kézia.
Mais do que uma vitrine para exposição e comercialização de produtos e serviços, a feira mostrou na prática os resultados de uma estratégia de investimento social que associa qualificação profissional, empreendedorismo e desenvolvimento dos territórios.
As 52 participantes chegaram ao evento depois de um processo de seleção e capacitação. No Maranhão, 112 mulheres participaram da primeira etapa, recebendo formação em diferentes áreas relacionadas ao empreendedorismo. Desse grupo, 52 avançaram para uma segunda fase, com acompanhamento e mentorias especializadas e individuais para aprimorar seus negócios.
Para Sthefany Castro, coordenadora-geral do projeto Energia Feminina no Norte e Nordeste pelo CIEDS, a Feira é acima de tudo a celebração da jornada vitoriosa de cada empreendedora. “Nesses seis meses construímos identidade, objetivos e sonhos dessas mulheres. E essa Feira coloca tudo isso em prática. São as lideranças femininas que fazem o Brasil se movimentar e é isso que estamos celebrando aqui: a força de cada mulher”, informou Sthefany.
Na feira, as empreendedoras puderam praticar tudo o que aprenderam na teoria: apresentar seus produtos, conquistar consumidores, testar estratégias de venda e ampliar a visibilidade de suas marcas.
Sonhos Diferentes e Muita Energia para Empreender
A diversidade dos negócios também revelou o alcance do empreendedorismo feminino na economia local. A feira reuniu produtos e serviços nas áreas de alimentação e bebidas, artesanato e economia criativa, moda, agricultura familiar, beleza e bem-estar.
A artesã de produtos com identidade quilombola, Edeneide Baldez, garante que saiu transformada do projeto. E, agora, se sente segura e preparada para ampliar sua produção. “Já sonho até com uma loja própria de produtos quilombolas, e tudo isso devo ao Energia Feminina. Esse projeto foi uma verdadeira virada de chave para mim. E aqui na Feira estamos tendo mais visibilidade, mostrando nossos produtos e fortalecendo nossos negócios”, declarou animada.
A freira católica Léa Santana Malheiros, da MSC Artesanato, confecciona terços e bolsas. E, graças ao Energia Feminina, ela se sente mais motivada para seguir empreendendo. “O Energia Feminina foi muito importante, me incentivou mais ainda a empreender. E a troca de experiência com as outras empreendedoras foi maravilhosa. Eu participo de uma fraternidade católica e a renda dos nossos produtos ajuda na formação de novas freiras. Quero ensinar tudo o que sei, para ajudar a empoderar mais mulheres através do artesanato”, disse Léa.
Investimento social com foco em autonomia econômica
O Energia Feminina integra a estratégia de investimento social do Instituto Equatorial e, nesta edição, contemplou 784 mulheres em sete Estados brasileiros, com iniciativas destinadas ao fortalecimento de negócios, à geração de renda e ao desenvolvimento socioeconômico dos territórios onde o Grupo Equatorial está presente.
A proposta ganha relevância em um cenário no qual programas de empreendedorismo feminino não se limitam à abertura de novos negócios. Capacitação em gestão, orientação individual e criação de canais para chegar ao consumidor são fatores que contribuem para aumentar as possibilidades de continuidade e amadurecimento dos empreendimentos.
Negócios, renda e identidade maranhense
A programação da Feira Energia Feminina combinou empreendedorismo e valorização da cultura local. Teve apresentação de um cordel inédito produzido especialmente para contar a história do projeto pela Cia Juçara com Farinha, com distribuição dos cordéis ao público.
Também participaram da programação Janaína Ali, Executiva de Responsabilidade Social do Instituto Equatorial e Fábio Muller, diretor-executivo do CIEDS.
O encerramento reforçou essa conexão com a identidade maranhense, com apresentação do Tambor de Crioula do Mestre Apolônio, inserindo tradição e cultura popular em uma programação construída em torno do protagonismo feminino.
