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Setembro Amarelo acende o alerta para a solidão na era digital

A campanha nacional expande o debate sobre saúde mental para mostrar como a hiperconexão esconde o isolamento e dificulta o pedido de ajuda

Estar conectado diariamente tornou-se parte da rotina, mas a avalanche de notificações esconde um sintoma silencioso da sociedade atual. Muitas pessoas acumulam centenas de interações digitais todo dia enquanto experimentam um vazio íntimo profundo. Esse fenômeno, conhecido como solidão acompanhada, ganha contornos complexos em um mundo que confunde visualizações com afeto.

O psicólogo Mateus Araújo, da Hapvida em São Luís, explica que a arquitetura das redes sociais foi desenhada para oferecer recompensas rápidas, mas incapazes de preencher a necessidade humana de pertencimento real. As plataformas digitais funcionam como vitrines de vidas ideais, gerando um efeito colateral devastador para a saúde mental.

“O ambiente virtual estabelece uma dinâmica de comparação constante onde a vulnerabilidade é vista como falha. As pessoas constroem personagens para serem aceitos e, ao fazerem isso, silenciam suas dores porque acreditam que o sofrimento não cabe nos padrões estéticos da internet. Há um medo latente de rejeição que impede a pessoa de admitir que precisa de ajuda”, analisa o especialista.

Essa dificuldade de verbalizar o mal-estar cria um abismo entre o que se vive e o que se compartilha. A pressa do cotidiano tecnológico substituiu as conversas olho no olho por reações automatizadas. Diante disso, o ato de dizer que não está bem se transforma em um tabu, pois exige uma coragem que o imediatismo das telas desestimula.

Para além do número de seguidores ou contatos em aplicativos de mensagem, o fortalecimento da saúde mental depende da qualidade e da sustentabilidade das relações. Uma rede de apoio verdadeira se diferencia do engajamento digital justamente pela presença na vulnerabilidade.

“Uma rede de apoio legítima não se mede pelo tamanho, mas pela capacidade de acolhimento sem julgamentos. É aquele espaço seguro onde a pessoa pode desabafar sem o receio de ser rotulada ou incompreendida. Precisamos resgatar o valor da convivência real, do silêncio compartilhado e da escuta ativa para que a tecnologia volte a ser uma ferramenta de aproximação, não um muro de isolamento”, conclui Mateus Araújo.

Sobre a Hapvida

Com mais de 80 anos de experiência, o Grupo Hapvida é hoje o maior ecossistema de saúde da América Latina. A companhia possui mais de 75 mil colaboradores e atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado completo, com mais de 800 unidades espalhadas pelo Brasil, incluindo 84 hospitais, prontos atendimentos, clínicas médicas, centros de diagnóstico e coleta laboratorial além de espaços especificamente voltados ao cuidado preventivo e crônico.

Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.

Sugestão de pauta: Psicólogo explica como a hiperconexão esconde o isolamento

A rotina nas redes sociais acumula centenas de interações diárias, mas, por trás das telas, muitas pessoas experimentam um vazio íntimo. No Setembro Amarelo, a pauta tem a ideia de debater a “solidão acompanhada” na era digital e como a busca por vidas ideais na internet dificulta o pedido de ajuda e silencia as dores, além da importância de construir redes de apoio presenciais para além do virtual.