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Dia do Feirante: confira algumas das ações do Governo do Estado em prol dos trabalhadores e trabalhadoras de feiras no Maranhão

Acordar cedo, abastecer a barraca com frutas, verduras, alimentos dos mais variados tipos, fazer tudo isso e ainda receber cada cliente com disposição e sorriso no rosto, essa é basicamente a rotina dos homens e mulheres que trabalham em feiras, e donos dos jargões mais clichês que permeiam o imaginário da população, como: “moça bonita não paga, mas também não leva”.

Não se consegue precisar o marco para o surgimento das feiras, que remontam a uma oficialização por volta do final da Idade Média. Logo em seguida ao fortalecimento do comércio e da burguesia, as feiras se transformaram em mercados populares. Mas e quanto ao sujeito responsável por conduzir o andamento desse espaço de troca, o feirante? No Brasil comemora-se o dia do feirante em 25 de agosto, uma homenagem à primeira feira ao ar livre, realizada em 1914, no Estado de São Paulo.

No Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF), a gestão estadual vem investindo na parceria com os municípios e agricultores familiares, fornecendo os chamados kits feira, que incluem barracas, jalecos, camisas, bonés, caixas plásticas, caixa de isopor e caixa para transporte de aves vivas. Já foram entregues 1.256 kits feira desde 2016, resultando assim em investimento de mais de R$ 3 milhões em apoio à atividade, com vistas ao seu desenvolvimento no Maranhão.

Outra ação voltada para a população rural é a Feira de Agricultura Familiar e Agrotecnologia do Maranhão (Agritec), a maior feira do setor no Estado, plataforma de comercialização dos produtos, também promovida pela SAF, em parceria com movimentos sociais, sindicatos, prefeituras e apoiadores da rede privada. O governo já realizou 19 edições, por meio das quais destinou cerca de R$ 2 milhões para as economias local e regional. O diferencial da Agritec é o caráter de capacitação dos agricultores, com demonstração de tecnologias simples para incremento da produção e comercialização.

Também como forma de apoiar os agricultores de São Luís, toda quinta-feira, no prédio da SAF, localizado no Turu, é promovida a Feirinha da SAF, que retornou no mês de agosto após alguns meses paralisada, em função da pandemia da Covid-19. Uma das beneficiadas, a agricultora Maria de Jesus, mais conhecida como Roxinha, afirma que já aguarda ansiosamente pela feira e acredita que a data deveria ser comemorada sempre.

“Na nossa horta, a gente cultiva vinagreira, quiabo, maxixe, cebolinha, alface e outras leguminosas e verduras. Esse trabalho é muito bonito e digno porque respeitamos o meio ambiente e priorizamos o cultivo agroecológico. Além do mais, tudo o que vendo na feirinha é meu e também das companheiras de luta, por isso é muito importante esse apoio do governo”, declarou a agricultora da comunidade Igaraú, na zona rural de São Luís, dona Roxinha.