Banco do Nordeste reforça apoio à cultura e à economia criativa durante 49º Festival Guarnicê de Cinema
Durante sete dias, o Maranhão foi palco de um dos maiores festivais da cultura audiovisual do país: o Festival Guarnicê de Cinema, que chegou à sua 49ª edição reunindo artistas, produtores, técnicos, empreendedores e empresas com foco no impulsionamento da cadeia produtiva do cinema e formação de plateias para as produções maranhenses. O projeto foi coroado com uma noite de premiações nesta quarta-feira, 26, no Cinépolis São Luís, no São Luís Shopping, com participação do Banco do Nordeste, um dos patrocinadores do festival, por meio da Lei Rouanet.
Promovido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), o Festival Guarnicê reuniu, entre os dias 20 e 26 de agosto, mais de 150 obras audiovisuais em uma programação que contemplou mostras competitivas, sessões especiais, debates, seminários, atividades formativas e homenagens.
Representando o Banco do Nordeste na cerimônia de encerramento, o superintendente estadual do BNB no Maranhão, Isaque Nascimento, destacou a importância de apoiar iniciativas que ampliam a visibilidade da produção cultural regional e contribuem para fortalecer a cultura e a economia criativa como vetores de desenvolvimento do Maranhão e do Nordeste
“O Banco do Nordeste entende que investir em cultura é também investir em desenvolvimento. O audiovisual e toda a economia criativa geram trabalho, renda, oportunidades e fortalecem a identidade do Maranhão e do Nordeste. Apoiar um festival da dimensão e da tradição do Guarnicê é uma forma de contribuir para que nossos talentos tenham espaço, visibilidade e condições para transformar criatividade em atividade econômica sustentável. É esse desenvolvimento integrado, que valoriza as pessoas, a cultura e os territórios, que o Banco do Nordeste busca estimular”, afirma o executivo.
A participação do BNB em mais de 10 edições do Festival Guarnicê de Cinema está alinhada à atuação da instituição como agente de desenvolvimento regional. Além do financiamento de atividades produtivas, o Banco apoia iniciativas culturais capazes de estimular a circulação de recursos, a geração de oportunidades e o fortalecimento de cadeias produtivas relacionadas à economia criativa. Somente em 2025, o BNB somou mais de R$ 32 milhões em recursos destinados a patrocínio de iniciativas culturais em sua área de atuação.
A professora Rosélis Câmara, diretora do Festival, destacou o papel do BNB como vetor do desenvolvimento da cultura, a partir do apoio concedido. “O patrocínio do Banco do Nordeste ao Festival Guarnicê de Cinema tem um significado que vai além da viabilização de um projeto de audiovisual. É um investimento na possibilidade de o público encontrar o cinema brasileiro e, principalmente, a diversidade do cinema produzido no Maranhão. O festival cria esse espaço de encontro entre filmes, realizadores e espectadores, colocando em circulação obras que nem sempre conseguem chegar ao público pelos circuitos tradicionais”, destacou.
Reconhecimento ao cinema brasileiro e maranhense
A cerimônia de encerramento foi marcada pela entrega dos Troféus Guarnicê aos vencedores das diferentes categorias competitivas. A edição deste ano ampliou o espaço destinado à produção maranhense e nordestina e contou com 46 obras nas mostras competitivas de filmes, além de 18 videoclipes maranhenses. A programação também incluiu uma Mostra Competitiva de Jogos Digitais, com 16 jogos desenvolvidos por produtores maranhenses e nordestinos.
Entre as principais categorias da Mostra Nacional Competitiva, foram premiados filmes de longa e curta-metragem. Na categoria de longa-metragem nacional, “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai, foi eleito Melhor Filme e também recebeu prêmios de Melhor Roteiro, Melhor Montagem/Edição, Melhor Desenho de Som e Melhor Atriz Coadjuvante, pelo elenco mirim. Entre os curtas-metragens nacionais, o principal destaque foi “Os Arcos Dourados de Olinda”, de Douglas Henrique, vencedor de Melhor Filme, além de Melhor Roteiro e Melhor Montagem/Edição.
Produção maranhense em destaque
A produção audiovisual do Maranhão teve participação expressiva na premiação. Na Mostra Maranhense de Longa-Metragem, “Andanças, Fulgores e Vivas”, de José Pereira Godão e Weber Bezerra, foi o grande destaque, conquistando seis prêmios: Melhor Longa-Metragem Maranhense, Melhor Direção, Melhor Direção de Fotografia, Melhor Montagem/Edição, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Desenho de Som.
Na Mostra Maranhense de Curta-Metragem, o prêmio de Melhor Curta-Metragem Maranhense ficou com “Miolo”, de Daniel Moreno. A obra também venceu nas categorias de Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Ator, para Renato Guterres, e Melhor Ator Coadjuvante, para Saci Teleleu.
“Tukán – A Semente Plantada” recebeu os prêmios de Melhor Direção de Fotografia, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Desenho de Som. Já “Mercado Central” venceu em Melhor Direção de Arte e Melhor Atriz, para Tássia Dhur.
Na Mostra Competitiva de Videoclipes, o vencedor de Melhor Videoclipe foi “Mia Preta”. A edição também contou com a Mostra Faz Todo Sentido, dedicada a produções acessíveis, e celebrou os 25 anos da Mostra Guarnicêzinho, dedicado ao público infantil, destacando a responsabilidade social e inclusiva do Festival.
