“Agosto Dourado” incentiva amamentação para segurança dos bebês e prevenção de doenças das mães

O mês de agosto é conhecido nacionalmente como o “Mês do Aleitamento Materno”, sancionado por lei desde 2017, e nos últimos anos a campanha “Agosto Dourado” promove a proteção e o apoio ao aleitamento materno, enfatizando essa importância para a mãe e para o desenvolvimento de seu bebê, facilitando o acesso à informação e dando suporte, pois, muitas mulheres devido a algumas dificuldades, desistem ou não conseguem amamentar seu filho.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta que os bebês sejam alimentados, exclusivamente, até os seis meses do leite materno por ter os nutrientes necessários para um desenvolvimento mais saudável, sendo uma alimentação importante até os dois anos. Os nenéns alimentados exclusivamente com o leite materno, nos primeiros seis meses, têm 14 vezes menos probabilidade de morrer, mas, apenas 41% dos recebem esse tratamento, segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

A cor dourada foi escolhida por estar relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno. Neste mês são realizadas atividades em Unidades de Saúde com a comunidade, mais especialmente com gestantes e treinamentos com equipes de saúde, pois, muitas mães devido a algumas dificuldades, desistem ou não conseguem amamentar seu filho. 

A terapeuta ocupacional e docente do curso de Terapia Ocupacional da Facimp, Pamylla Fortes, comenta que os mitos e a desinformação, podem induzir a mãe a não amamentar ou mesmo desistir de continuar amamentando de forma exclusiva nos seis primeiros meses de vida e até os dois anos de forma complementar, e que a mãe precisa receber apoio e ajuda centrada nas dificuldades especificas e nas suas crises de autoconfiança. Uma equipe multiprofissional pode ser essencial nesse apoio, para oferecer um atendimento integral, efetivo e humanizado.

Todos os nutrientes necessários para o bebê estão contidos no aleitamento, o que garante um melhor crescimento e desenvolvimento infantil.  Entre vários benefícios, destaca-se a proteção contra doenças, principalmente a diarreia, alergias e infecções, sendo benéfico também para as mães que amamentam, como a redução do sangramento após o parto, as chances diminuídas de desenvolverem anemia, bem como poder reduzir a ocorrência de diabetes e cânceres de mama, ovário e útero.

“O ato de amamentar também propicia o contato físico entre mãe e bebê, facilitando o vínculo e uma experiência de aprendizado para ambos”, completa Pamylla, sobre a relação humanizada de sintonia materna.

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