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VLI mantém exposição permanente em São Luís para preservar a cultura da pesca tradicional

Projeto Estação de Memórias: Porto & Pesca foi inaugurado na última sexta-feira (3), no Forte Santo Antônio da Barra, na Ponta d’Areia

A exposição permanente Estação de Memórias: Porto & Pesca de São Luís, inaugurada pela VLI – administradora do Terminal Portuário São Luís (TPSL) –, em parceria com o Museu da Pessoa e o governo do Estado do Maranhão na última sexta-feira (3), segue aberta para visitação gratuita. O espaço funciona no Forte Santo Antônio da Barra, na Avenida Dr. Jackson Kepler Lago, na Ponta d’Areia, de terça a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, das 10h às 17h. A mostra tem o objetivo de preservar e valorizar os saberes tradicionais da pesca artesanal.

A expografia foi construída a partir de uma escuta ativa das comunidades costeiras e conta com 10 histórias de vida selecionadas por meio de entrevistas com pescadores e profissionais ligados à atividade pesqueira na capital maranhense. Todas elas estarão disponíveis no acervo digital permanente do Museu da Pessoa.O espaço também exibe 10 vídeos documentais captados no ambiente marítimo e portuário de São Luís, além de elementos cenográficos interativos que remetem ao ofício milenar da pesca.

O objetivo é retratar a importância econômica, social e cultural dessa atividade para São Luís, área de forte atuação logística e portuária. Para a VLI, o avanço da infraestrutura e dos complexos logísticos deve caminhar em perfeita sinergia com o desenvolvimento regional, premissa que passa obrigatoriamente pelo respeito e pela preservação das tradições das comunidades locais.

“A preservação do patrimônio histórico e da memória é fundamental para a nossa estratégia de atuação social. O porto e a pesca compartilham o mesmo território e possuem uma interdependência histórica. Com o Estação de Memórias: Porto & Pesca, a companhia reforça seu compromisso de gerar valor compartilhado, celebrando as histórias das pessoas que ajudaram a moldar a identidade de São Luís, e promove um diálogo sobre a sustentabilidade dessas comunidades”, destaca Danny Marchesi, gerente-geral de Sustentabilidade e Comunicação da VLI.

A exposição, viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), é dividida em três eixos — sobrevivência, apuro e reflexão — que representam diferentes dimensões da pesca artesanal e da vida nas comunidades, abordando desde a transmissão familiar do ofício e a leitura das marés até os desafios contemporâneos e a relação com o ecossistema portuário.

“Há mais de três décadas, o Museu da Pessoa transforma histórias de vida em patrimônio coletivo. Em Estação de Memórias: Porto & Pesca, encontramos conhecimentos que ajudam a compreender não apenas o passado dessas comunidades, mas também questões urgentes do nosso presente. Registrar essas narrativas é reconhecer que cada experiência carrega saberes fundamentais sobre pertencimento, trabalho, cuidado com os territórios e modos de existir no mundo”, afirma Karen Worcman, diretora e fundadora do Museu da Pessoa.

A pescadora Maria de Lurdes Diniz Santos, moradora da região do Porto Grande, área próxima ao entorno do Porto do Itaqui, é uma das personagens da exposição. Ela traz um relato de vida marcado pela tradição familiar na pesca artesanal. “Foi uma profissão que veio dos meus pais. Estou feliz como nunca com esse reconhecimento! Criei 12 filhos, todos com a pescaria. Até hoje pescam”, destaca.

Estação de Memórias

O Estação de Memórias: Porto & Pesca foi lançado oficialmente em Santos, na Baixada Santista, na última sexta-feira (26). A primeira unidade do projeto foi inaugurada na Casa das Culturas, situada na região Central da cidade. O projeto Estação de Memórias foi criado em 2022, com foco em ferrovias e parceria com a AIC (Agência de Iniciativas Cidadãs), e está presente em 18 municípios brasileiros: Contagem, Matozinhos, Mateus Leme, Santa Luzia e Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH); Carmo do Cajuru, Divinópolis, Formiga e Itaúna, no Centro-Oeste mineiro; São João del-Rei e Tiradentes, no Campo das Vertentes, em Minas Gerais; Uberaba, Campos Altos, Araguari, no Triângulo Mineiro; Três Rios, no Rio de Janeiro; Aguaí, em São Paulo; Alagoinhas e Cachoeira, na Bahia.

Em 2026, o Estação de Memórias deverá ser implantado ainda nos municípios de Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais; Bambuí, no Centro-Oeste Mineiro; e em Catalão, no estado de Goiás. Neste ano, além de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a iniciativa já teve início em Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste de Minas. O Programa recebeu, nos últimos anos, mais de R$ 17 milhões para a preservação da memória ferroviária. O investimento é realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

Corredor Norte

O Corredor Norte atende clientes dos segmentos do agronegócio, mineração, celulose e combustíveis. Sua estrutura inclui o tramo norte da Ferrovia Norte-Sul (FNS), controlado pela VLI. Também compõem o corredor o Terminal Portuário São Luís (TPSL) e três terminais integradores da companhia estrategicamente posicionados nas cidades de Palmeirante e Porto Nacional, no Tocantins, e em Porto Franco, no Maranhão. Os terminais realizam o transbordo das cargas dos caminhões para as ferrovias, além de oferecer capacidade de armazenagem aos produtores.

Também no Maranhão, a VLI possui uma oficina ferroviária localizada em Imperatriz, responsável por manter vagões e locomotivas em condições para o transporte seguro e sustentável de cargas como soja, milho, combustíveis, celulose e ferro-gusa.