Virtualização processual avança no Judiciário do Maranhão

Em mensagem transmitida por vídeo institucional, o corregedor-geral da Justiça, desembargador Paulo Velten, destacou os avanços recentes alcançados pela Justiça maranhense com o Projeto Digitalizar Já. A iniciativa alcança comarcas de todo Estado e tem como resultado a virtualização de processos físicos para que passem a tramitar em meio eletrônico.

Velten destacou a consolidação de um novo momento, notadamente marcado pelos efeitos da pandemia, em que se torna necessária a atuação conjunta entre os atores sociais. Agradeceu o apoio da Presidência do Tribunal de Justiça, da Escola da Magistratura e do apoio recebido pelo colegiado de desembargadores para implementação de medidas que já refletem números positivos.

O Projeto Digitalizar Já tem a finalidade de transformar o acervo físico em virtual, passando por, pelo menos, duas etapas para tramitar no Sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe). A primeira geralmente é realizada com apoio de colaboradores, e realização de triagem, desmontagem, higienização, digitalização e remontagem dos processos. A segunda etapa, executada por servidores, consiste na inserção das informações no Sistema PJe, momento em que o processo passa a tramitar em meio, exclusivamente, virtual. 

Nominando os magistrados empenhados no Digitalizar Já, o corregedor enfatizou os dados alcançados pelas comarcas nos últimos meses. As dez comarcas citadas somam quase 16 mil processos já digitalizados em 20 unidades judiciárias com os respectivos números: São Luís 4.000, Grajaú 3.265, Imperatriz 3.000, Monção 1.756, Araioses 1.236, Olho D’Água das Cunhãs 628, Viana 686, São Luís Gonzaga 415, Pio XII 361 e Arame 306. Os números são positivos, considerando o formato de trabalho misto (teletrabalho e presencial) adotado no âmbito do Judiciário maranhense durante a pandemia. Desde que foi implantado, o Projeto já soma 87 mil processos virtualizados.

Durante o vídeo, o desembargador exaltou e agradeceu as parcerias realizadas com o Exército, a Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, o Sindicato dos Servidores da Justiça e instituições de ensino superior. O apoio garante a disponibilização de força de trabalho para a digitalização dos autos processuais e tem sido essencial para assegurar mais dinamicidade à execução do Projeto. 

O corregedor-geral ainda lembrou da dedicação e empenho dos servidores do Judiciário para o sucesso da iniciativa e elogiou a postura também da magistratura em incorporar a essência deste momento inovador que exige cooperação de todos.

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