Defensoria Pública celebra 2 anos do “Te Alui, Mulher” com debate histórico na Câmara de São Luís e mais de 5 mil atendimentos contabilizados
A Defensoria Pública do Estado (DPE/MA) celebrou, nesta terça-feira (28), o 2° ano do projeto “Te Alui, Mulher”, consolidando a iniciativa como um pilar no enfrentamento à violência e na promoção da autonomia feminina. Como parte central das comemorações, foi realizada uma audiência pública na Câmara Municipal de São Luís com o tema “Como fazer uma cidade melhor para as mulheres viverem?”, uma proposição do Coletivo Nós, que buscou debater o planejamento urbano sob a perspectiva de gênero.
O painel temático foi conduzido pela 1ª subdefensora-geral do Estado, Cristiane Marques, que enfatizou a importância de utilizar o diálogo institucional para gerar mudanças concretas na vida das cidadãs. Durante a atividade, a defensora pública destacou que o foco da instituição é a resolutividade e a base técnica para a criação de políticas públicas eficazes.
“O nosso objetivo aqui é provocar o debate. A gente não está para apontar o dedo ou para criticar, mas sim para construir coletivamente junto às lideranças de cada comunidade e trazer dados sobre o panorama atual relacionado à violência contra as mulheres, porque a política pública, dessa forma, é muito mais eficiente”, apontou a subdefensora, coordenadora do Te Alui, que ao longo de 11 edições, já realizou mais de 5 mil atendimentos e cinco audiências públicas, entre elas nas cidades de Buriticupu, Açailândia e Paço do Lumiar.
A representatividade dos movimentos sociais foi um ponto forte da audiência, permitindo que vozes dos territórios da capital maranhense ocupassem a tribuna da Câmara de Vereadores. Representantes do Coletivo Nós ressaltaram a necessidade de democratizar o acesso a esses espaços de poder, garantindo que as demandas cheguem a todas as esferas.
“Que a nossa fala não seja só acolhedora para as pessoas que estão perto, mas para aquelas pessoas que não têm acesso a esses espaços. Essa é uma parceria da Câmara Municipal e da Defensoria Pública, tendo em vista o alto índice de violência contra o público feminino, para que encontremos soluções para o fim da violência”, revelou a covereadora Raimunda Oliveira.
O impacto social do “Te Alui, Mulher” também foi validado pelo depoimento de quem vivencia o acolhimento da Defensoria na prática. Sheila Sousa, presidente do Instituto Amor Verdadeiro, compartilhou como o suporte recebido se transformou em uma corrente de solidariedade: “Estamos aprendendo a ajudar outras mulheres que necessitam do socorro, da proteção e da segurança. E poder também estar ali ajudando, dando o apoio emocional, espiritual e orientação profissional para esse público é muito válido”, contou.
