O Maranhense|Noticias de São Luís e do Maranhão

Giro de Noticias

SES realiza webconferência alusiva ao Dia Mundial da Luta contra as Hepatites Virais

Em alusão ao Dia Mundial da Luta contra as Hepatites Virais, comemorado nesta terça-feira (28), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) promoveu uma webconferência com o objetivo de informar a população sobre os cuidados e prevenção às enfermidades. Com transmissão simultânea pelas redes sociais, o momento de debate contou com a participação de Eldimar Mourão, representando o Departamento de Atenção às IST/AIDS e Hepatites Virais, e a médica infectologista, Ilis Ferreira Marinho. 

“Para fazermos o enfrentamento de uma doença, é preciso trabalhar em três frentes: testagem, notificação e diagnóstico. Quanto mais precoce for o diagnóstico, mais eficaz é o tratamento. Além disso, é importante vencermos o preconceito e a estigmatização do paciente com teste positivo para alguma das hepatites, uma vez que são doenças tratáveis”, afirmou Eldimar. 

O bate-papo interativo abordou desde os tipos de hepatite, a públicos mais afligidos, formas de tratamento, diagnóstico e prevenção. Segundo a médica infectologista Ilis Ferreira Marinho, infelizmente o medo ainda é o que impede muitas pessoas de buscarem assistência especializada. “É muito bom poder fazer uso de momentos como estes para esclarecer as pessoas e dizer a elas para não terem medo. São doenças que têm tratamento, pois o importante é ter o diagnóstico precoce e deixar de lado o preconceito”, enfatizou. 

Prevenção
As hepatites virais são doenças que provocam inflamação do fígado. Na maioria das vezes, não existem sintomas e as hepatites passam despercebidas. Somente com exames de sangue específicos é possível confirmar a doença. Os sintomas apresentados são sempre os mesmos: febre, cansaço, fadiga, vômitos, pele e olhos marejados, urina escura e fezes claras. 

Especificamente, para as Hepatites B e C é recomendado não ter contato direto com sangue de outras pessoas e não compartilhar materiais perfurantes (barbeadores, navalhas, alicates de unha e outros utensílios de manicure e pedicure). Também é contraindicado reutilizar materiais para tatuagem e piercing. Além disso, usar sempre camisinha. 

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e na Ásia. Para saber se tem ou não um destes tipos da doença, a pessoa precisa fazer o teste rápido, disponível em qualquer unidade básica de saúde. O resultado sai em até 30 minutos.   

Outra forma de cuidado é o uso da Prevenção Combinada. Entre os métodos que podem ser combinados estão: a testagem regular para o HIV, que pode ser realizada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS); a imunização para as hepatites A e B; programas de redução de danos para usuários de álcool e outras substâncias; profilaxias pré-exposição (PrEP) e pós-exposição (PEP). 

Às gestantes, a preocupação deve ser dobrada e a vigilância constante. Apesar de os riscos serem limitados às grávidas com teste positivo para alguma Hepatite Viral, vale destacar que o bebê não corre o risco de uma infecção, pois o vírus não ultrapassa a placenta, eliminando o receio de malformações, abortos ou partos prematuros. A atenção fica para as gestantes com diagnóstico para Hepatite B, que para evitar passar a doença para o feto, deve ser feito acompanhamento com especialista.