Servidores da Funac participam de oficina sobre profissionalização

A Fundação da Criança e do Adolescente (Funac), por meio da Escola de Socioeducação do Maranhão (ESMA), realizou a primeira Oficina da Socioeducação, com o tema “Escolha profissional: como auxiliar os socioeducandos na tomada de decisão”, com o objetivo de formar os profissionais e aprimorar o atendimento socioeducativo no Maranhão. 

A diretora da ESMA, Priscilla Swaze, ressalta que o propósito da oficina da socioeducação é fazer com que os participantes aprendam novas metodologias e técnicas que possam aprimorar ou agregar uma nova forma de fazer o seu trabalho. “As oficinas têm um momento teórico e um exercício prático, no qual os cursistas vão demonstrar o que já estão aprendendo durante a oficina. O compromisso dos cursistas é colocar em prática, na rotina de trabalho com os socioeducandos, a técnica ou metodologia que aprenderam”, afirma Priscilla.

A atividade foi ministrada por Huaína Ribeiro, psicóloga, servidora pública na Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (SEMCAS), orientadora profissional e autora da profissão futuro. 

De acordo com a palestrante, a oficina vai subsidiar os servidores para que possam ajudar o adolescente que está cumprindo medidas socioeducativas a refletir sobre a escolha profissional. “A oficina teve um caráter de praticidade e falar de escolha profissional é fundamental pelo momento de vida do adolescente que começa a vislumbrar o mundo adulto, a trabalhar a identidade profissional e o ofício que irá exercer na sociedade. Uma das propostas para os adolescentes que estão cumprindo medidas socioeducativas é a formação. É importante o adolescente vivenciar oficinas de orientação profissional para que saiba quais os passos ele terá que dar para construir o seu futuro”, pontua Huaína.

A coordenadora técnica do Centro Socioeducativo Florescer, Raimunda Ferraz, apresentou como exercício prático, uma oficina com o objetivo de levar as socioeducandas, a compreenderem o sentido do trabalho, por meio de uma feira de profissões. “Seria aplicado um questionário com o ranking das profissões e convidados profissionais de referências para dialogar sobre a particularidade de cada profissão, inserção no mercado de trabalho, área de atuação, atividades desenvolvidas, remuneração, entre outras”, explica. 

Com a oficina promovida, a equipe técnica dos Centros Socioeducativos vão potencializar as atividades que já são desenvolvidas para os adolescentes. A psicóloga, Patrícia Oliveira, do Centro Socioeducativo da Região Tocantina, falou da experiência de trabalhar em uma oficina de orientação profissional a partir de uma triagem inicial, com a culminância da Feira das profissões. 

“Serviu para ampliar a visão de estudos, qualificação e mercado de trabalho dos socioeducandos ao contemplar os cursos profissionalizantes. A partir da vivência de profissionais atuantes, proporcionamos momentos em que os adolescentes puderam conhecer e aprofundar seus conhecimentos acerca de alguma profissão anteriormente não vista, quebrar mitos e conceitos pré-estabelecidos e aumentar a percepção sobre si mesmos, quando então se identificaram com algumas delas apresentadas”, declara Patrícia.

O servidor João Aguiar, do Centro Socioeducativo de Semiliberdade de Imperatriz, destaca a importância dos cursos para os socioeducandos. “A parceria com as instituições que oferecem cursos profissionalizantes contribuirá para os adolescentes focarem nos seus sonhos”, comenta.

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