Secretaria Municipal da Mulher realiza primeiro encontro com movimentos sociais
A Secretaria Municipal da Mulher (Semmu) realizou, na tarde desta sexta-feira (19), no Auditório Reis Perdigão, no Palácio La Ravardière, o I Encontro com os Movimentos Sociais de Mulheres de São Luís. A iniciativa marca o início das ações da pasta, recentemente criada pela prefeita Esmênia Miranda, e teve como objetivo promover a escuta ativa e o diálogo com organizações da sociedade civil para a construção coletiva de políticas públicas voltadas às mulheres da capital.
Na ocasião, a secretária municipal da Mulher, Áurea Borges, ressaltou a importância de ouvir os diferentes segmentos femininos para compreender suas demandas e formular ações que contemplem a diversidade das mulheres ludovicenses.
“Estamos iniciando um trabalho que tem como base a escuta. Reunimos mulheres de diversos segmentos para compreender suas necessidades e construir políticas públicas que dialoguem com suas realidades. Esse é o compromisso da Semmu: acolher, ouvir e transformar demandas em ações concretas para todas as mulheres de São Luís”, afirmou.
Durante o encontro, foi apresentada a estrutura organizacional da Semmu, incluindo seu organograma, equipe técnica e o Plano dos 100 Dias. Também foi reafirmado o compromisso da secretaria com a participação social, a diversidade e a construção de políticas públicas fundamentadas no diálogo permanente com os movimentos de mulheres.
A Semmu foi criada pela Lei Municipal nº 7.942, de 21 de maio de 2026, sancionada pela prefeita Esmênia Miranda e publicada no Diário Oficial do Município, edição nº 119/XLVI.
Escuta ativa dos movimentos sociais
O encontro reuniu representantes de movimentos sociais de mulheres, coletivos feministas e entidades da sociedade civil. Durante a programação, as participantes apresentaram suas organizações, compartilharam experiências e apontaram demandas prioritárias para a formulação das políticas públicas da nova secretaria.
Para Sílvia Leite, do Conselho Municipal da Condição Feminina, o encontro representa um importante espaço de articulação entre diferentes segmentos.
“Foi um momento muito rico, que reuniu mulheres de diferentes trajetórias e realidades. A criação da secretaria fortalece esse diálogo, que é essencial para a construção coletiva de políticas públicas. Nenhuma transformação acontece de forma isolada”, destacou.
Raíssa Mendonça, diretora da Casa Florescer Maranhão, ressaltou a importância da participação da população trans nos espaços institucionais de construção de políticas públicas.
“Pela primeira vez, somos convidadas para um momento como este. Isso fortalece nossa esperança e mostra que estamos sendo incluídas nas discussões sobre políticas públicas. É um passo importante para garantir mais dignidade, respeito e oportunidades para a população trans”, afirmou.
As participantes também apresentaram expectativas em relação à recém-criada Secretaria Municipal da Mulher, além de apontarem demandas e propostas. Entre os temas mais recorrentes estiveram o enfrentamento à violência, a saúde da mulher e a redução da mortalidade feminina.
Márcia Maria, representante da Marcha Mundial das Mulheres, destacou que a criação da pasta é resultado de uma reivindicação histórica dos movimentos femininos da capital.
“A Secretaria da Mulher é uma conquista importante para São Luís. Ver esse processo começar com a escuta das mulheres fortalece a construção de uma política pública coletiva, conectada às necessidades das comunidades, especialmente das periferias”, disse.
Representando a organização Meninas que Brilham, Bia Diniz enfatizou a importância de incluir a infância e a adolescência nas discussões sobre os direitos das mulheres.
“É muito significativo para as jovens ver uma mulher negra à frente da Secretaria da Mulher. Também é fundamental que as políticas para as mulheres contemplem as meninas e adolescentes, porque o futuro das mulheres começa na proteção e no cuidado com a infância”, ressaltou.
