Retrospectiva – Expansão do Programa Farmácia Viva amplia uso terapêutico de plantas medicinais no Maranhão

Desde que foi instituído pelo governador Flávio Dino em 2017, o Programa Farmácia Viva vem recebendo investimentos, ampliando no Maranhão o uso terapêutico das plantas medicinais. Com três anos, o programa, inicialmente executado nos municípios de menor IDH, já alcança 125 cidades maranhenses. A iniciativa alia os serviços de saúde oferecidos nos municípios com o uso da medicina natural, atuando de forma complementar e estruturada na assistência dispensada a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, destaca o objetivo do programa, que sugere o uso de plantas e fitoterápicos como adjuvante ao tratamento das mais diversas patologias. “No Maranhão, é muito evidente o uso de plantas medicinais, especialmente nas comunidades mais tradicionais. Com o programa, potencializamos essa tradição, ampliando o acesso ao conhecimento e aliando ciência e cultura popular em prol do bem-estar dos cidadãos”, ressalta o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

Além de facilitar o acesso das pessoas de baixa renda às formas alternativas de tratamento em saúde, o programa Farmácia Viva – Hortos Terapêuticos do Maranhão oferece diversas capacitações, de forma a levar à população maranhense o conhecimento, a história e a contribuição dos povos de Matriz Africana, bem como indígenas no uso das plantas medicinais.

“O Farmácia Viva tem impacto relevante na qualidade de vida, pois o uso correto das plantas medicinais minimiza os efeitos colaterais e proporciona, também, alívio para males físicos e emocionais. O que também torna o programa marcante é o fácil acesso da população a essa cultura alternativa, já que se trata de algo do nosso cotidiano e que deve ser cada vez mais valorizado”, conta a coordenadora do projeto Farmácia Viva, Kallyne Bezerra.

Entre as plantas comumente utilizadas na produção de medicamentos, estão: chanana, aroeira, folha de manhã, manjericão, asa peixe, mastruz, capim-limão, agrião, gengibre e açafrão. As plantas podem ser transformadas em chás, xaropes, pomadas, tinturas, fricção, compressas, gargarejo, cataplasma, dentre outros produtos.

Desde a sua criação em 2017, cerca de 600 profissionais da saúde da Atenção Básica, entre médicos, enfermeiros e técnicos, já foram treinados, em parceria com as gestões municipais. E não apenas estes, mas o total de 14.467 pessoas, tais como agentes comunitários, profissionais de outras especialidades e entusiastas dos conhecimentos tradicionais já foram capacitados. Isso inclui instituições como ONGs, Tribunal de Justiça, associações de bairros, cooperativas, igrejas, universidades, faculdades, escolas públicas e privadas e institutos federais.

Destaque nacional e internacional 

O compromisso de fazer medicina alternativa e fitoterápica do Farmácia Viva tem rendido reconhecimento dentro e fora do Brasil. Entre convites e participações em simpósios, seminários e publicações acadêmicas, o programa a cada ano tem despertado o interesse de entusiastas sobre o tema.

Em 2020, o programa foi tema de pesquisa para publicação no Acre e será apresentado para a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) e para a reitoria da Universidade Federal do Acre (UFA) para a implantação do projeto Remédio Vivo que pretende funcionar de forma similar ao Farmácia Viva. 

Outro reconhecimento partiu da universitária maranhense Mírian Funkam, estudante do curso de Ciências da Computação na Universidade Americana da Nigéria (American University of Nigeria), que participou da competição Global Youth Video Competition, organizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), na categoria ‘Soluções Naturais para Alimentação e Saúde Humana’. A acadêmica gravou um vídeo de três minutos, que já foi visualizado por mais de 55 mil pessoas, contando o que é o programa e como ele tem sido resolutivo no Maranhão.

Mais Farmácia Viva

Em razão do ainda presente cenário de pandemia causado pelo novo coronavírus (Covid-19), o Farmácia Viva precisou se reinventar, de forma a continuar expandindo e consolidando o conhecimento acerca do uso das plantas no estado. Entre as ações previstas para o próximo ano, está o monitoramento dos municípios onde a iniciativa já foi implantada, garantindo que membros das novas gestões também sejam treinados e atuem como multiplicadores.

A proposta para 2021 é seguir investindo no programa, a fim de mantê-lo vivo como solução alternativa e de baixíssimo custo, que contribui com o tratamento de diabetes, hipertensão, infecções, pneumonia, tuberculose e enfisema pulmonar. O Farmácia Viva contribui ainda na assistência terapêutica contra a ansiedade, erisipela, dores articulares, perda de apetite, colesterol alto, doenças do trato urinário e respiratório e baixa imunidade.