O que esperar dos novatos da série A 2021?

A pandemia da Covid-19 impactou diversos setores, inclusive o futebol. Diversas equipes têm passado por dificuldades econômicas por conta da suspensão e mudança dos calendários das competições, o que impacta a receita final dos clubes. A Chapecoense é uma das equipes afetadas financeiramente principalmente por ter acabado de subir à primeira divisão, visto que há menor orçamento e receita da cobertura de TV nesse caso. Entretanto, a campeã da série B 2020 e estrela de Santa Catarina vem com força para o Brasileirão da Série A, que tem início previsto para 29 de maio.

Cenário na Série A 

O ex-goleiro da Chapecoense, Jackson Follmann, diz, em entrevista para o Sites de Apostas, que acredita que a equipe sabe das dificuldades do Brasileirão de 2021 e que vai agir com cautela. “Acredito que a Chape vai contratar conforme suas condições financeiras. Mas, tenho certeza que com os pés no chão ela pode fazer uma boa temporada e ficar na primeira divisão.”

Após rebaixados para a série B, os times sofrem com as perdas orçamentárias, que impactam diretamente nos resultados. Os desafios para montar uma equipe vencedora estando na série B são grandes. Mesmo voltando como vencedora para a série A, assim como o América MG, o Juventude de RS e o Cuiabá de MT que também subiram, a Chape está em desvantagem em relação às outras equipes que têm um histórico na primeira divisão. 

Follmann vê que a Chape tem um diferencial pela sua história e equipe. “A Chape tem uma rede de profissionais que entendem de futebol, um exemplo é o Neto, outro sobrevivente, que é diretor do clube. Ele jogou nas quatro linhas, fala a língua dos atletas, sabe como o time funciona e isso faz muita diferença, então a gente de fora torce muito que no final de 2021 possamos comemorar a permanência na série A.”

Nostalgia 

Além do Chapecoense, outro time que subiu para a série A foi o Juventude, onde o ex-goleiro Jackson Follmann começou sua carreira, em 2008 e onde, sob a atuação do treinador Lisca (conhecido como Lisca Doido), disputou o campeonato estadual, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. Outro time que também conquistou seu lugar na série A é o Cuiabá. Follmann afirma que se pudesse voltaria ao seu último jogo contra o Cuiabá pela Sul Americana, sua última partida como jogador profissional. “Eu jogaria essa partida por 3 a 4 dias seguidos se eu soubesse que era a última”. 

Hoje, depois do acidente, Follmann acredita que a Chape é um exemplo de superação e de resistência tanto para cidade quanto para o mundo. “A gente viajou muito fora do país e todos tinham um carinho muito grande e isso dá muita motivação para a equipe seguir em frente”, disse ele.