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Mentalidade e efetividade colocam Atl(h)éticos na final da Copa do Brasil

Atlético Mineiro e Athletico Paranaense chegaram às finais da competição com o maior prêmio do território nacional: a Copa do Brasil. A competição que envolve uma imensidão de clubes do país desde as fases iniciais, nesta semana deixou para trás Fortaleza e Flamengo.

O Galo confirmou o favoritismo diante do Leão do Pici, isso já na primeira partida do duelo, na vitória por 4 a 0 no Ceará. Já o Furacão tinha uma tarefa mais difícil pela frente, enfrentar o Flamengo no Maracanã com embalo da nação após um empate em casa. E a vitória fora de casa surpreendeu a todos, menos o treinador mental de atletas de alta performance, Lincoln Nunes, que explica: “São duas condições bem comuns ao futebol, a vantagem com sobras do Galo e o empate perigoso do Athletico. Nesse momento, nas duas formas, se não acontecer o foco total, a noite pode se tornar um pesadelo”.

Lincoln tem acompanhado as ligas europeias e nacionais, por isso ele destaca os diferenciais destas equipes que chegaram ao final da competição: “Todos que viram o jogo do furacão, por exemplo, notaram a tática usada para quebrar a ofensividade e domínio do Flamengo. Foi o famoso abafa, mas não aquele abafa desordenado, mas sim uma tática de pressão e perda de bola que gerava contra-ataques”. Ele acrescenta ainda que “a palavra a se destacar depois das partidas, principalmente do Athletico, é a efetividade. Não adianta criar e criar e não converter isso em gols. O foco faz um time que tem menos recursos, no sentido econômico, fazer três no Maracanã.

Lincoln trabalha atualmente com foco maior no futebol, com atletas da Seleção Brasileira, La Liga e Brasileirão. Mas conta também com esportistas olímpicos e do UFC. Por isso, ele observa a parte mental desses atletas e ressalta semelhanças e diferenças entre as partidas da semifinal da Copa do Brasil: “No jogo do Galo, a questão principal também era o foco, o nível de concentração que pode mudar tudo numa partida. Porém, em um grau diferente, especificamente na questão de manutenção do nível de performance, isso comparado ao primeiro jogo. É fácil dispersar quando se tem uma larga vantagem no placar.

“Por esse motivo que vemos tantas remontadas no futebol, ainda mais se o time com a vantagem toma um gol logo no início. São dois momentos da mesma valência mental e comportamental e quando são bem aplicadas pelo treinador mental a chave vira”, completa Lincoln. Atlético-MG e Athletico-PR se enfrentam pela final da Copa do Brasil em dezembro.