Melhoramento genético amplia produtividade da pecuária leiteira no Maranhão
Com apoio do Sebrae, produtores investem em tecnologia para elevar a produtividade e fortalecer a cadeia do leite no estado.
Na Fazenda Grapiúna, localizada na zona rural de São Pedro da Água Branca (MA), os resultados dos investimentos em tecnologia já começam a aparecer no campo. A propriedade se tornou referência regional após aderir a soluções tecnológicas voltadas à reprodução assistida e ao melhoramento genético de gado leiteiro.
O trabalho desenvolvido utiliza técnicas como IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo) e FIV (Fertilização In Vitro), ferramentas que aceleram o ganho genético do rebanho e ampliam a eficiência produtiva do plantel e das propriedades rurais.
Entretanto, o melhoramento genético vai além da escolha de animais com alto potencial produtivo. Para que os resultados apareçam na prática, é necessário que genética, nutrição e manejo caminhem juntos. Isso significa que um animal geneticamente superior só conseguirá expressar sua capacidade de produção se estiver em um ambiente adequado, com alimentação de qualidade, boas pastagens e manejo eficiente. Sem esse equilíbrio, o ganho produtivo tende a ser limitado.
Foi com essa mudança de visão sobre o rebanho que o produtor Reginaldo Ataídes, proprietário da Fazenda Grapiúna, potencializou os resultados do melhoramento genético, com o apoio do Sebraetec.
“Não adianta trabalhar só a genética sem melhorar o restante da fazenda. A gente precisou mudar o manejo, cuidar mais da alimentação e acompanhar tudo mais de perto para conseguir ter resultado. O Sebrae trouxe essa orientação para gente e hoje já conseguimos ver a diferença na produção”, destacou.
Da baixa produtividade ao salto genético
Antes da implantação das tecnologias de melhoramento genético, a produtividade média da propriedade era de aproximadamente 5,5 litros de leite por vaca, ao dia. Com o avanço do acompanhamento técnico e da seleção genética, a produção aumentou de forma significativa.
“Através do melhoramento genético, a média foi para 10 a 11 litros. Agora, com a transferência de embriões, a expectativa é chegar entre 22 e 25 litros de média”, explicou Reginaldo.
A nova etapa do projeto já apresenta resultados na Fazenda Grapiúna, com o nascimento de bezerras oriundas da transferência de embriões. O objetivo agora é continuar investindo no aprimoramento genético do rebanho para ampliar a produtividade leiteira da propriedade.
De acordo com Sara Cristina Rocha, analista da Unidade do Sebrae em Açailândia, as soluções tecnológicas aplicadas nas propriedades têm contribuído diretamente para a melhoria dos indicadores da cadeia leiteira.
“O Sebrae tem contribuído na região com a produção leiteira através do IATF e da FIV, que são soluções tecnológicas do Sebraetec. Nós orientamos o produtor na melhoria da qualidade e da quantidade da produção de leite, na diminuição de custos e principalmente para um objetivo de lucratividade do produtor”, afirmou Sara.
Os números demonstram o alcance da iniciativa no Maranhão. Dados do Sebrae apontam que, entre 2025 e 2026, 317 produtores foram atendidos com soluções de IATF e FIV por meio do Sebraetec. Somente na Unidade de Açailândia, foram 75 produtores beneficiados.
O volume de investimentos realizados pelo Sebraetec no Maranhão chega a R$ 12,7 milhões no período, reforçando o foco em inovação, assistência técnica e fortalecimento da competitividade no agronegócio.
Fortalecimento da bacia leiteira da Pré-Amazônia
A cadeia leiteira possui papel estratégico para a economia da região Tocantina e da Pré-Amazônia Maranhense, especialmente em municípios com forte presença da agricultura familiar e da pecuária de pequeno e médio porte.
O uso de tecnologias reprodutivas vem permitindo ganhos importantes para os produtores, destacando o aumento da produtividade por animal, melhoria da qualidade genética do rebanho, maior eficiência reprodutiva, redução de perdas, aumento da rentabilidade e maior competitividade no mercado.
Dados do IBGE mostram que o Brasil registrou recorde na aquisição formal de leite em 2025, com mais de 27 bilhões de litros captados por estabelecimentos sob inspeção sanitária, consolidando o crescimento do setor em todo o país.
No Maranhão, a expectativa é de fortalecimento contínuo da cadeia leiteira, impulsionado por investimentos em assistência técnica, inovação e acesso à tecnologia no campo.
Serviço – O empreendedor interessado em conhecer como o Sebrae pode apoiar seu negócio deve buscar orientações nas Unidades de Negócios na capital e no interior (Açailândia, Balsas, Bacabal, Caxias, Chapadinha, Grajaú, Imperatriz, Pinheiro, Presidente Dutra, Rosário, Santa Inês e São Luís), ou ainda nos NAE Barreirinhas, NAE Colinas e NAE Timon, além das Salas do Empreendedor localizadas em diversos municípios do Maranhão.
