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Inteligência Artificial e Segurança: especialista explica como identificar e se proteger das deepfakes

Rodrigo Piloni, Diretor Comercial da HowBe, alerta para golpes com vídeos, imagens e áudios falsificados e destaca a importância da checagem antes de compartilhar ou tomar decisões

Vídeos de pessoas dizendo coisas que nunca disseram, áudios reproduzindo vozes reais e imagens de situações que jamais aconteceram já fazem parte dos desafios trazidos pela evolução da Inteligência Artificial (IA). As chamadas deepfakes utilizam recursos tecnológicos para criar ou alterar conteúdos digitais de forma cada vez mais convincente, aumentando os riscos de golpes, fraudes, desinformação e danos à reputação.

Segundo Rodrigo Piloni, Diretor Comercial da HowBe, a principal dificuldade está justamente no nível de realismo alcançado por essas tecnologias. “Não existe mais uma regra simples para identificar uma deepfake. É preciso observar o conjunto: movimentos faciais, sincronização entre fala e imagem, iluminação, expressões e até pequenos detalhes do cenário. Ainda assim, a principal recomendação é não confiar apenas no que os olhos estão vendo”, afirma.

A origem da informação deve ser um dos primeiros pontos analisados pelo usuário. Publicações feitas por perfis desconhecidos, conteúdos sem contexto ou materiais que não apresentam uma fonte verificável exigem atenção redobrada. “Uma informação impactante não deve ser compartilhada imediatamente. O ideal é verificar quem publicou, buscar a mesma informação em fontes confiáveis e confirmar se existem outros registros daquele acontecimento”, explica Piloni.

Os riscos também envolvem a clonagem de voz, que pode ser utilizada em tentativas de engenharia social. Um criminoso pode, por exemplo, utilizar uma voz artificialmente reproduzida para se passar por um familiar, funcionário ou executivo e fazer um pedido urgente de transferência de dinheiro ou compartilhamento de informações. “Se houver um pedido inesperado envolvendo dinheiro, senhas, códigos ou dados sensíveis, é fundamental interromper a ação e confirmar a identidade por outro meio de comunicação”, alerta o executivo.

Para Piloni, a melhor defesa passa pela combinação entre tecnologia e comportamento. “As ferramentas de IA estão evoluindo muito rapidamente, e os conteúdos falsificados tendem a ficar cada vez mais difíceis de distinguir dos reais. Por isso, empresas e usuários precisam desenvolver uma cultura de verificação, segurança da informação e conscientização. A tecnologia pode ajudar a identificar ameaças, mas a atenção das pessoas continua sendo uma camada essencial de proteção”, ressalta.

Sobre a HowBe

A HowBe é uma empresa de tecnologia especializada no desenvolvimento de soluções sob medida em Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), Videomonitoramento e Segurança Cibernética.

Com DNA cearense e operação nacional abrangendo Ceará, Rio Grande do Sul, São Paulo, Brasília e Pará, a companhia gerencia cerca de 10.000 dispositivos inteligentes e conta com uma equipe de especialistas focados em transformar dados e imagens em soluções estratégicas para o sucesso empresarial e governamental.