Hemonúcleos do interior do estado buscam doadores de sangue

O cenário de pandemia por conta do novo coronavírus tem afastado os doadores de sangue dos postos de coleta. Mesmo com a diminuição de casos e com a reabertura gradual de serviços e comércios, os doadores ainda não têm comparecido em grande número e com a frequência necessária no Maranhão. Em virtude disso, muitos hemonúcleos têm feito um apelo à população para aumentar os estoques. Em Pedreiras, quem atendeu ao apelo foram os servidores do Departamento Municipal de Trânsito (DMT), que receberam a visita de profissionais do hemonúcleo da cidade.  

As doações foram precedidas de uma palestra, durante a qual os agentes puderam tirar dúvidas e entender a importância do gesto. “Mostramos às pessoas a importância de ser um doador. Antes tínhamos de 30 a 40 doações por dia, mas atualmente esse número varia de 20 a 22 doações diárias. Graças a Deus, os doadores estão retornando, mas o estoque ainda está baixo. Precisamos aumentar esse número”, explicou a diretora administrativa do Hemonúcleo de Pedreiras, Lucianna de Amorim Feitosa. 

O pedreirense Fabrício Cardoso Passos sabe bem da importância do ato. “Agradeço a Deus por me dar essa oportunidade em doar sangue, me sinto muito feliz e honrado em poder ajudar salvando vidas, com esse gesto de amor. Sou presidente da União de Homens da Igreja Batista e sempre incentivo os irmãos a doarem”, enfatizou o professor. 

A situação de Pedreiras se repete nos hemonúcleos de outras cidades. Em Caxias, estão sendo realizados agendamentos das doações de sangue para organizar o fluxo e assim garantir a segurança dos doadores. Os protocolos sanitários estão sendo seguidos por todos os hemonúcleos espalhados pelo Maranhão. 

“As doações têm variado bastante, às vezes, aparecem 20 pessoas em um único dia, já no outro apenas três, o ideal por semana seriam 100 bolsas para atender a demanda com tranquilidade. As campanhas externas serão retomadas assim que os parceiros abrirem as portas, muitos ainda estão fechados por conta da pandemia, casos de faculdades e escolas, mas ainda conseguimos adesões neste momento, como a Igreja Assembleia de Deus, que nos tem dado uma importante contribuição”, reforçou Viviane Rodrigues Carvalho, diretora administrativa do Hemonúcleo de Caxias. 

O Hemonúcleo de Codó também vem investido na busca de doadores. “Como as doações diárias reduziram neste momento, estamos realizando busca ativa de doadores e convocando eles por meio de telefonemas e agendamentos. Além disso, os meios de comunicação locais têm nos ajudado nas divulgações”, destacou a coordenadora administrativa Sidineide Sousa Duailibe. 

Em Balsas, o hemonúcleo registrou uma queda de metade do número de doações por conta da pandemia. A média mensal de coleta chegava a 600 bolsas, agora fica entre 300 e 350. No mês de abril, por exemplo, pico da pandemia no Brasil, foram pouco mais de 200 bolsas de sangue coletadas. 

“Para ajudar na captação de mais doadores criamos um card de orientação ao doador no período da pandemia e adotamos a estratégia do agendamento, buscamos e deixamos o doador em casa como forma de estímulo”, destacou a diretora administrativa do hemonúcleo de Balsas, Soraya Maria Lima. 

Além da sede do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão (Hemomar), em São Luís, oito hemonúcleos estão à disposição da população maranhense; em Santa Inês, Pedreiras, Caxias, Codó, Pinheiro, Imperatriz e Balsas, as unidades são geridas pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH).

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