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Gestão inteligente de frotas pode reduzir custos do setor logístico

No Brasil, os custos logísticos representam, em média, 12% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados do Ministério da Economia. Grande parte desse montante está associada à operação de frotas. Nesse cenário, a chamada “gestão inteligente”, que integra o uso de novas tecnologias, surge como alternativa para a redução de custos.

De acordo com dados da NTC&Logística, as três maiores despesas operacionais de uma frota são: combustível, que soma entre 35% e 40%; manutenção, que varia de 15% a 20%; e pneus, de 12% a 18%. O restante está distribuído entre mão de obra, documentação, pedágios, rastreamento, seguros e depreciação.

O mercado aponta tendências para a gestão de frotas no setor logístico em 2026. Entre elas, a adoção de novas tecnologias, incluindo a Inteligência Artificial (IA), e a busca por metas de sustentabilidade e eficiência energética nas operações. 

No entanto, a implantação de uma gestão inteligente de frotas é iniciada pelo planejamento financeiro. Para alcançar a redução de custos, é necessário antes investir em tecnologia. 

Para isso, é importante administrar os recursos disponíveis e buscar orientações sobre as possibilidades de fazer o dinheiro render. Consultar uma plataforma de investimentos pode ser uma alternativa para conhecer ativos que podem auxiliar no retorno financeiro em curto, médio e longo prazo.

O que é preciso para uma gestão inteligente de frotas?

Uma das tendências previstas pelo mercado para uma gestão inteligente de frotas é a adoção de videotelemetria, que, por meio da instalação de câmeras e sensores nos veículos, combina a transmissão de dados com a gravação de imagens em tempo real. 

Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI), frotas que utilizam sistemas de telemetria reduzem em até 20% o consumo de combustível e em 15% os custos com manutenção corretiva.

Entre as vantagens apontadas estão otimização de rotas, economia de combustível, aumento da segurança, prevenção de acidentes, gestão proativa da manutenção, redução de custos, eficiência operacional, cumprimento de prazos, controle da jornada dos motoristas, visibilidade completa e em tempo real, comunicação aprimorada com motoristas e clientes, mitigação de riscos de roubo e furto, base para análise de dados e decisões estratégicas e promoção de práticas de condução sustentável.

Outro avanço tecnológico que causa impactos no setor logístico é a IA, que permite analisar grandes volumes de dados relacionados à operação, incluindo informações sobre os veículos e as rotas.

A expectativa é que a IA tenha capacidade de prever eventuais riscos na operação e antecipar problemas, seja nos veículos, na forma de condução ou nos trajetos. Possibilitando otimização nas rotas, adequação de intervalos para manutenção preventiva dos veículos e automatização de decisões.

Outra tendência é a roteirização de entregas com uso de software. Assim, é possível criar rotas otimizadas, que reduzem quilometragem, tempo de deslocamento e falhas operacionais. Estudo da Trimble Transportation mostra que a otimização de rotas reduz entre 8% e 12% dos custos totais de transporte.

Aquisição de frota própria e autonomia para a gestão

Empresas que pretendem simular financiamento de veículos para operar com frota própria podem desfrutar de benefícios como eficiência logística, redução de custos e otimização do controle sobre o transporte de mercadorias.

Mas antes de investir nesse modelo, a orientação é para que a empresa avalie fatores como os custos iniciais de aquisição dos veículos e implementos, as despesas com manutenção e segurança e a necessidade de contratar e treinar motoristas qualificados.

A frota própria pode gerar economia a longo prazo. Embora o investimento inicial seja considerado alto, a eliminação de margens de intermediação e o melhor aproveitamento dos veículos trazem retorno financeiro com o tempo.

“Com a frota própria, o investimento inicial é mais alto. É preciso comprar caminhões e implementos e arcar com custos fixos todos os meses. Tem também a depreciação dos veículos com o tempo. Mas, se esses ativos forem bem utilizados, pode haver economia a longo prazo”, destaca o representante da Bsoft, Daniel Sprada.

Preocupação socioambiental norteia setor

A preocupação ambiental também deve nortear os passos do setor. A tendência é o investimento em uma frota sustentável, com veículos compatíveis com a agenda ESG. Isso inclui os veículos de passeio com algum tipo de hibridização, híbrido leve, pleno ou plug-in; e carros 100% elétricos. 

Mesmo na frota a combustão, é possível ser sustentável. Estabelecer o uso de etanol em veículos com motor flex como obrigatório é outra tendência que ganha força na gestão inteligente de frotas. 

Já com relação aos veículos pesados, o uso do biodiesel será praticamente uma regra dentro das operações a partir de 2026. A expectativa, para os próximos anos, é a maior utilização de caminhões movidos a biometano.