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Estado abre diálogo com microempreendedores do Centro Histórico de São Luís

A Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid) abriu um diálogo direto com microempreendedores do Centro Histórico de São Luís. A meta é ouvir as demandas desse segmento, que gera emprego e renda em uma região estratégica da capital maranhense, e discutir as ações do Programa Nosso Centro com esse setor.

A primeira reunião entre os microempreendedores do Centro Histórico com gestores e técnicos da Secid foi realizada na quarta-feira (17) no auditório da sede do órgão. O encontro, coordenado pelo secretário de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry, teve a presença de representantes de segmentos como o de óticas e joalheiros; agências de turismo; sebos, livrarias e bancas de revista; lazer; alfaiataria; e o de alimentos.

Participaram, também, representantes de algumas instituições que desenvolvem trabalhos assistenciais voltados para segmentos mais vulneráveis da área central da cidade, como idosos de famílias de baixa renda e pessoas em situação de rua.

Márcio Jerry apresentou o Programa Nosso Centro e a ações que integram essa inciativa do Governo do Estado, como os programas Adote um Casarão (da Secid) e Aluguel no Centro, que é coordenado pela Secretaria de Estado de Governo (Segov). Em seguida, ele ouviu as demandas apresentadas por cada um dos segmentos. Frisou a importância do diálogo e reforçou o compromisso do governador Flávio Dino em revitalizar a região central de São Luís.

“Estamos abrindo um diálogo direto com os segmentos que vivem o cotidiano do Centro Histórico e vamos encaminhar as demandas apresentadas pelos microempresários e pelas instituições assistenciais aos setores do Governo do Estado responsáveis, com prioridade aos que prestam assistência aos segmentos socialmente mais vulneráveis considerando, principalmente, este momento difícil de pandemia da Covid-19”, alertou Márcio Jerry.

Empreender de forma criativa

Os microempreendedores apresentaram à Secid demandas ligadas à manutenção de imóveis históricos, pagamentos de aluguéis e propostas de arranjos entre setores afins com o objetivo de incrementar os negócios.

Os microempreendedores dos setores de sebos, livrarias e de bancas de revista decidiram se unir para lançar a proposta de criar um espaço comum de vendas visando incrementar os negócios. O proprietário do Sebo do Arteiro, José Arteiro Muniz, explicou que, na atualidade, não basta vender livros e outras publicações. “É preciso realizar eventos na área do espaço de venda de livros, como Hora do Conto, pequenas feiras e atividades culturais para poder atrair o público leitor e incentivar a leitura”, explicou.

Para a representante da Associação dos Jornaleiros e Donos de Bancas de Revista de São Luís, Josanira Santos da Luz, é importante, também, valorizar as bancas de revistas como espaços de incentivo à leitura. “Viemos apresentar nossas demandas e discutir as possibilidades de desenvolvermos nossas atividades de forma mais efetiva. Esse é um momento importante de se restabelecer da crise econômica”, observou. Para ela, o Programa Nosso Centro é mais uma forma do Governo do Estado revitalizar a região e incentivar a geração de renda.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Joalheiros e Óticas, Antonio Souza, apresentou as demandas do setor, muito presente no Centro Histórico de São Luís, e sugeriu a promoção de um curso técnico, por meio de parcerias, para os profissionais que trabalham nas óticas. “A abertura desse diálogo é um momento ímpar para quem empreende no Centro Histórico, há décadas, como eu, e muitos outros microempreendedores, de vários setores, que precisam de mais atenção”, afirmou.