CORONAVÍRUS – Resultados das empresas indicam recuperação econômica no 2º trimestre do ano

Os investidores brasileiros criaram um sentimento de segurança após balanços empresariais finais do 1º mês do 2º semestre de 2020 serem divulgados. A Petrobras, empresa estatal de economia mista do setor petroleiro, apresentou números significativos na semana passada. A organização reduziu em 94,4% o prejuízo visto no primeiro trimestre, apesar de ter apresentado perdas de R$ 2,713 bilhões. Além disso, a Engie, maior geradora privada do setor elétrico brasileiro, registrou um lucro líquido de R$ 765,8 milhões, crescimento de 98,7% na comparação anual. O mercado parece continuar mostrando oportunidades nas empresas que suportam bem a crise e conseguem se sustentar.

Segundo Pedro Paulo Silveira, Economista-Chefe da Nova Futuro Investimentos, o que a gente está vendo nas grandes empresas brasileiras, e nos bancos inclusive, é a confirmação do que já se imaginava. “Apesar da violência da crise, os balanços são sólidos e bem resilientes num ambiente como o que estamos vivendo. Este fato já estava precificado em grande medida pelo mercado, que voltou aos seus 105 mil pontos esperando que as empresas tivessem justamente essa reação no meio da crise. Evidentemente, vão aparecer uma empresa ou outra que não tiveram essa sorte, que são altamente dependentes do ciclo e estavam em uma situação vulnerável, mas em via das regras, as empresas que soltaram seus balanços estão bem”, afirma.

Para Silveira, isso deixa o mercado livre para olhar para as organizações num segundo momento, ainda mais no segundo semestre deste ano, que é a fase de recuperação e projetar melhorias substanciais em seus indicadores. “Agora precisamos resolver todos os outros problemas, colocar a economia global para andar, curar as pessoas doentes e curar a economia. Essa é a parte mais difícil que, com certeza, vai demorar muito tempo. A nossa estimativa, pegando as indicações de crescimento estimado pelo mercado e aplicando, é que o PIB brasileiro só vai voltar ao patamar do pré coronavírus (covid-19) entre os anos de 2022 e 2023, em uma velocidade péssima e de forma bem mais suavizada. É o efeito da histerese sobre a atividade econômica, a gente vai levando as coisas dentro desse patamar até lá”, completa.

Sobre a Nova Futura Investimentos

Sócia-fundadora da BM&BOVESPA, a Nova Futura Investimentos, foi fundada em 1983, atua nos mercados de commodities, renda fixa, renda variável e seguros. Com presença nacional, a instituição financeira conta com 21 escritórios espalhados por diversas cidades do país. Ao longo de mais de três décadas de existência, se consolidou como uma das maiores e mais independentes casas de investimentos do Brasil.

Com tradição no mercado institucional, vem se tornando referência no varejo, oferecendo a mesma qualidade já ofertada ao mundo empresarial agora também para pessoas físicas. Em 2017, confirmando a tradição de excelência, a corretora recebeu o selo Nonresident Investor Broker, que reconhece a estrutura organizacional e tecnológica especializada na prospecção de clientes, prestação de serviços de atendimento consultivo assim como execução de ordens e distribuição de produtos da BM&FBovespa para investidores não residentes.

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