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Concurso Caixa: veja dicas de estudo para a prova

A Caixa Econômica Federal lançou concurso público para quase 1.100 mil vagas de técnico bancário, entre imediatas e para formar cadastro de reserva, em todo o país. Embora seja restrita para Pessoas com Deficiência (PcD), a seleção deve ser bastante concorrida por exigir nível médio de escolaridade. A remuneração inicial é de R$ 3.000,00.

O professor de carreiras bancárias do AlfaCon Concursos, Luiz Rezende, explica que as transformações do mercado financeiro e as necessidades brasileiras estão fazendo com que a instituição tenha de realizar novos concursos. “Não podemos esquecer que ela é a instituição responsável pelas políticas assistenciais do governo federal. Ao contrário de outros bancos, ela precisa de estrutura para garantir acesso a um público que não possui acesso à internet e a serviços bancários mais sofisticados”.

Ele recomenda que os candidatos se preparem por meio de provas anteriores da banca do concurso, a Cesgranrio, e estudem com base em material atualizado. A resolução de questões de concurso, segundo ele, é o único método que permite treinar diretamente para a prova, colocando todo o repertório adquirido em ação. “É uma maneira de transformar esse conhecimento obtido com o acesso a materiais didáticos, vídeoaulas e outros formatos, de passivo para ativo, facilitando a assimilação e memorização”, conta.

Além disso, ao resolver questões você também se familiariza com a forma como a banca examinadora costuma cobrar os conteúdos, diminuindo as chances de cair em pegadinhas ou se confundir com termos específicos. Outro ponto positivo é que, se tratando de concursos públicos, é possível perceber repetições ou similaridades de certas questões ou assuntos da prova, que você encontra em exames mais antigos.

Ao resolver as questões em formato de simulado, ainda é possível treinar o tempo em que se realiza a prova e mensurar o desempenho, localizando as disciplinas em que você apresenta maior facilidade e dificuldade. Tudo isso é essencial para garantir melhores resultados e, por fim, a aprovação.

Como serão as provas objetivas

A prova objetiva será de múltipla escolha com 60 questões, divididas entre disciplinas de conhecimentos básicos (30) e específicos (30). A parte de conhecimentos básicos engloba as disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática Financeira e Conhecimentos Bancários.

Já a parte de conhecimentos específicos inclui as matérias de Probabilidade e Estatística, Informática e Atendimento Bancário. Todas as questões possuem o mesmo peso e a mesma pontuação – 1 ponto cada uma.

Segundo Rezende, as matérias de Estatística e Atendimento Bancário são, historicamente, as mais difíceis para os candidatos. Por isso, ele sugere que o concurseiro reserve um tempo maior para estudar a teoria.

Outro ponto importante e que pode eliminar os candidatos é a pontuação mínima. A Cesgranrio, banca organizadora do exame, trabalha com provas de múltipla escolha, com 5 alternativas e apenas uma resposta correta.

Serão eliminados os candidatos com pontuação inferior à metade da prova, ou uma pontuação inferior a 50% em conhecimentos básicos ou conhecimentos específicos. “É importante ficar atento que, mesmo que o candidato consiga um aproveitamento maior do que 50%, zerar qualquer uma das disciplinas também o elimina”, alerta.

Outras dicas de Rezende:

  • Monte um cronograma de estudos de acordo com as áreas de conhecimento. Se você trabalha, pense em uma rotina entre duas a três horas de estudo por dia. Se você tem mais tempo, aumente a carga horária. A ideia é poder estudar cerca de duas ou três matérias diariamente. No começo, estabeleça metas e prazos curtos. Isso vai ajudar a ter a percepção de progresso e a evitar frustrações que podem minar a motivação ao longo do tempo.
  • Organize-se no dia da prova, chegue com antecedência para dar tempo de a adrenalina baixar e ter calma suficiente para resolver a prova com clareza. Uma boa alimentação e uma boa noite de sono vão ajudar os candidatos a chegar dispostos para a prova.