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Cirurgia plástica: cuidados na escolha do profissional e segurança devem ser prioridade

Especialista do IDOMED orienta pacientes sobre formação médica, estrutura adequada, riscos e sinais de alerta antes de procedimentos estéticos

A busca por procedimentos estéticos exige atenção que vai muito além do resultado esperado. Antes de se submeter a uma cirurgia plástica, o paciente deve verificar a formação e a especialização do profissional, conhecer a estrutura onde o procedimento será realizado e compreender os riscos envolvidos. A orientação é da cirurgiã plástica e professora do IDOMED, Elizângela Rodrigues de Oliveira, que destaca a importância de uma decisão consciente e baseada em segurança.

De acordo com a especialista, o primeiro passo é verificar se o médico possui registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e se é, de fato, especialista em Cirurgia Plástica. Essas informações podem ser consultadas nos canais oficiais do CRM e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Além da formação, a consulta deve permitir que o paciente conheça a indicação do procedimento, a técnica que será utilizada, os possíveis riscos e complicações e os resultados que podem ser esperados.

“Um bom resultado começa muito antes da cirurgia. Inicia na escolha consciente do profissional, na indicação correta e em uma estrutura preparada para oferecer segurança ao paciente”, afirma Elisângela.

*Múltiplos procedimentos* – Outro ponto que exige atenção é a realização de dois ou mais procedimentos na mesma cirurgia. Segundo a professora, em alguns casos a associação pode ser realizada com segurança, mas não existe um número universal de procedimentos considerado seguro para todos os pacientes. A decisão depende de fatores como condições de saúde, idade, exames pré-operatórios, porte e duração das cirurgias, possibilidade de perda sanguínea, necessidade de internação, risco de trombose e capacidade de recuperação.

“Não existe um número universal de procedimentos que seja considerado seguro para todos os pacientes. A decisão deve ser individualizada e sempre considerar que mais procedimentos significam, em geral, maior complexidade cirúrgica. O objetivo não deve ser realizar o máximo de procedimentos possível em uma única cirurgia, mas encontrar o equilíbrio entre segurança, indicação e benefício para o paciente”, explica.

A especialista também alerta para a necessidade de conhecer as possíveis complicações. Entre os riscos estão sangramento, hematoma, infecção, seroma, abertura de pontos, alterações de cicatrização e sensibilidade, assimetrias, trombose venosa profunda e embolia pulmonar.

Diante de sintomas inesperados ou que apresentem evolução rápida, a recomendação é procurar orientação da equipe responsável ou atendimento de urgência, quando necessário. “Toda cirurgia possui riscos. Por isso, diante de um sintoma inesperado ou que esteja evoluindo rapidamente, o paciente não deve esperar para ver se melhora sozinho”, orienta.

A estrutura escolhida para a realização do procedimento também deve ser avaliada previamente. O estabelecimento precisa ser regularizado e contar com condições compatíveis, com o porte da cirurgia, equipe treinada, estrutura adequada de esterilização, suporte anestésico e capacidade para atender possíveis situações de emergência. O paciente também deve saber quem será responsável pela anestesia, quais profissionais integrarão a equipe cirúrgica, como será realizado o acompanhamento pós-operatório e qual será o encaminhamento em caso de complicações.

Alertas a serem observados

Entre os principais sinais de alerta estão a dificuldade do profissional em comprovar sua formação ou especialização, promessas de resultados garantidos ou de procedimentos “sem riscos”, pressão para realizar a cirurgia ou efetuar o pagamento rapidamente, valores muito abaixo do habitual sem justificativa clara e falta de informações sobre o hospital, anestesista ou equipe.

A ausência de uma avaliação médica individualizada e o uso de fotografias de resultados como promessa de que o mesmo resultado será alcançado por todos os pacientes também devem despertar atenção.

“Em cirurgia plástica, o paciente não deve escolher apenas pelo preço ou pela promessa de resultado. Deve escolher segurança, formação, estrutura e uma relação de confiança com o profissional”, reforça Elizangela.