Bitcoin movimentou o equivalente a R$ 9,4 bilhões em janeiro de 2021 no Brasil

O cenário de investimentos em criptomoedas teve uma expansão significativa no Brasil nos últimos anos. O Bitcoin, em especial, considerado uma das principais criptomoedas, vem se tornando cada vez mais popular. Milhares de empresários no país têm preferido este investimento ao invés de apostar em empresas, considerado mais seguro. E a geração entre os 18 e 35 anos é a que mais tem influência sobre esses números.

O Cointrader Monitor, que analisa criptomoedas no Brasil, compilou dados de 32 plataformas nacionais e registrou uma movimentação de 49.216,55 bitcoins em janeiro deste ano. Isso equivale a R$ 9,4 bilhões, e representa 76% de crescimento em relação a janeiro de 2020. A Receita Federal já criou códigos específicos para a declaração de moedas digitais no imposto de renda, acompanhando esta mudança no mercado.

Grandes nomes internacionais da consultoria financeira já sentem a diferença no mercado. Nate Geraci, presidente da consultora ETF Store, revelou que 90% dos mais jovens registrados na plataforma preferem o Bitcoin ao ouro. O bilionário Tim Draper, em uma entrevista para a Fox Business, afirmou que o investimento em criptomoedas é mais importante para os mais jovens, apresentando uma oportunidade de investir sem precisar do sistema bancário atual, que chamou de “antiquado”.

No final de 2020, o Bitcoin deu um novo salto de valores, que já vinha em alta há três anos. A pandemia causou uma volatilidade em ações tradicionais pelo mundo todo, o que favoreceu a busca pela criptomoeda. “Anteriormente, em momentos mais flutuantes, investidores buscavam ações seguras como em dinheiro e ouro, segundo a reportagem, mas hoje, o Bitcoin tem sido um diferencial relevante entre as opções, mesmo que seja um mercado volátil por si só”, comenta o empreendedor e especialista em criptoativos Francisley Valdevino da Silva, CEO da empresa Intergalaxy SA, uma das grandes referências do mercado nacional. 

Dicas de Investimento

As criptomoedas vêm democratizando o acesso a investimentos, mostrando-se cada vez mais favoráveis a jovens empresários com rendas não tão altas, o que os faz ver os Bitcoins como um grande potencial para empreender e crescer. Por ser um mercado recente e diferenciado do tradicional, é preciso entrar no ramo das criptomoedas com um pensamento novo. Silva dá algumas dicas para quem quer começar a investir em Bitcoin.

1 – Estude sobre o mercado: É muito importante que dedique o seu tempo ao estudo do mercado. O ramo é novo, porém possui uma grande volatilidade. “Então, antes de comprar qualquer moeda, entenda bem onde você está pisando”, comenta o especialista.

2 – Segurança: Preze sempre pela segurança de suas criptomoedas. Se você tem interesse nas operações de trade, poderá deixar seus valores em corretoras especializadas neste trabalho. “Porém, é imprescindível que você tenha uma carteira digital para armazenar suas criptomoedas”, explica Silva.

3 – Pick one: Escolha uma moeda que conheça e tenha tempo para estudá-la e analisá-la. “Além disso, antes de escolher uma empresa para negociar suas criptomoedas, observe quesitos como tempo de mercado, transparência e reputação”, sugere.

4 – Pés no chão: É importante sempre ter uma reserva que não seja parte do valor usado para as criptomoedas. Esteja com os pés no chão e não aplique mais do que está disposto a perder. O mercado é volátil e os picos de valorização podem mudar muito. 

5 – Sem risco, sem lucro: Nenhum caminho na área financeira é totalmente livre de riscos. Não existem fórmulas mágicas. “Os retornos são bem grandes, e os riscos são proporcionais, havendo sempre o risco de perder capital. É fundamental que o investidor conheça e esteja preparado para essas peculiaridades que envolvem o mercado”, completa o CEO da Intergalaxy.