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Acusado de matar homem a pedradas e facadas é condenado em Buriti Bravo

A juíza Cáthia Rejane Portela Martins, titular de Buriti Bravo, presidiu nesta terça-feira (27) uma sessão do Tribunal do Júri na comarca. O julgamento, realizado na Sala do Tribunal do Júri do Fórum, teve como réu João José da Silva Neto, acusado de ter matado Jucenildo Rodrigues da Silva, a golpes de faca e pedradas na cabeça, crime ocorrido em 1º de abril deste ano. Ao final, o conselho de sentença considerou o réu culpado e ele recebeu a pena definitiva de 12 anos de reclusão, a ser cumprida, inicialmente, em regime fechado.

Consta no inquérito policial que, na data citada, por volta de 06h00min, a equipe da polícia civil foi informada pelo Delegado de Polícia de Buriti Bravo, acerca da ocorrência de um homicídio nas proximidades da Escola Municipal José Raposo, que fica no Bairro Mutirão. Os policiais, após tomarem conhecimento do ocorrido, se deslocaram até o local e encontraram o corpo da vítima caído em um canto do muro da escola, com as pernas dobradas, tendo sido encontrado, ainda, uma lâmina de faca de serra dentro do seu corpo, na região do pescoço e muito sangue no local.

Os policiais, então, empreenderam diligências na busca de imagens e/ou testemunhas do crime, quando foram informados, por volta de 12h00min, que o denunciado João José havia sido visto por populares com a roupa suja de sangue. Na sequência, a polícia civil, com o apoio de policiais militares, conseguiu encontrar o denunciado em um bar no Bairro Mutirão. Após novas diligências, a polícia tentou localizar duas testemunhas, as quais supostamente sabiam como o crime tinha acontecido. A polícia também diligenciou para apreender as roupas usadas pelo denunciado e verificaram que o calção que ele estava usando apresentava várias manchas de sangue.

Em depoimento, o denunciado relatou que no dia anterior ao crime, por volta de 21h50min, chegou no bar da Morena, localizado na Rua do Campo I, no Bairro Mutirão, conversando com alguns amigos e perguntou para a dona do bar se tinha cerveja no bar, mas só havia cachaça amargosa e cachaça quente no estabelecimento motivo que resolveu ir embora na companhia de um amigo de nome Rhaimison. Ao saírem, o amigo do denunciado entrou em um beco, enquanto João José seguiu direito e chegou em frente ao ginásio, quando avistou a vítima dando dinheiro a um homem, para comprar drogas.

Após o homem sair, João José aproximou-se de Jucenildo, instante em que iniciaram uma discussão. Durante o desentendimento, o denunciado alegou que a vítima tentou lhe atingir com uma pedrada. Ele revidou e acertou a cabeça de Jucenildo. O denunciado disse que conseguiu pegar uma faca que estava na mão da vítima e já foi golpeando-a no pescoço, tendo desferido aproximadamente quatro facadas e que, após a vítima cair no chão, percebeu que ela ainda estava respirando, ocasião em que pegou uma pedra e começou a bater na cabeça de Jucenildo.

Além da magistrada, atuaram na sessão de julgamento o promotor de Justiça Gustavo Pereira Silva, na acusação, e a advogada Verônica da Silva Cardoso, na defesa do réu. Este foi o quinto julgamento realizado na Comarca de Buriti Bravo neste ano.