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6 erros que você (provavelmente) comete ao usar protetor solar

Quantidade, forma de aplicação e hábitos do dia a dia mudam a eficácia da proteção

Você passa protetor solar antes de sair de casa e considera a missão cumprida? Mesmo quem já incorporou o filtro à rotina pode cometer pequenos erros que diminuem a proteção da pele. Às vezes, o problema está na escolha do produto. Em outros casos, o erro pode ser a quantidade, a frequência de reaplicação ou até mesmo aquele pedaço da orelha que nunca viu uma gota do produto.

E não basta lembrar do filtro apenas quando o programa inclui praia ou piscina. A radiação ultravioleta faz parte da exposição cotidiana e seus efeitos se acumulam ao longo do tempo, contribuindo para o envelhecimento precoce e aumentando o risco de câncer de pele.

O dermatologista do Hospital São Domingos, Marcelo Casarim Júnior, explica que a escolha do protetor solar precisa levar em conta as condições individuais. “O que fica adequado e se acomoda bem na minha pele talvez não seja o ideal para o meu amigo ou para o meu vizinho. Por isso, é sempre importante ter o acompanhamento de um dermatologista da sua confiança, que vai ajudar a encontrar o produto e o formato de aplicação ideais para a sua pele”, afirma.

Confira abaixo seis erros comuns que podem comprometer esse cuidado.

1. Escolher o protetor apenas pelo FPS

O fator de proteção solar é importante, mas não é o único aspecto que deve ser considerado. Tipo de pele, região em que o produto será aplicado e características da formulação também entram nessa escolha.

“De maneira geral, a gente recomenda que o FPS para o corpo seja a partir de 30 e, para o rosto, que é uma região que fica mais exposta ao sol, orientamos um fator acima de 50”, explica Marcelo. 

2. Passar pela manhã e esquecer pelo resto do dia

O protetor não oferece uma proteção que permanece inalterada durante todo o dia. Suor, água, atrito e o tempo de exposição são alguns dos fatores que tornam necessária a reaplicação.

“Se estou em um dia mais ensolarado e quente, preciso reaplicar o protetor. Se vou para um ambiente aquático e me exponho à água, também preciso fazer uma nova aplicação, já que parte do produto pode ter sido removido”, orienta o dermatologista. 

Para exposição ininterrupta ao sol, como um dia de praia ou piscina, por exemplo, o recomendado é reaplicar o protetor solar a cada duas horas, ou de acordo com as instruções da embalagem. 

3. Dar uma passadinha rápida com o protetor em bastão

Pequeno, fácil de carregar e prático para reaplicar, o protetor em bastão ganhou espaço na nécessaire. A facilidade, porém, pode criar outro problema: passar o produto rapidamente sobre a pele não significa necessariamente aplicar quantidade suficiente.

“É muito prático e fácil de manusear, mas requer orientações específicas. A maioria das pessoas passa apenas uma vez quando aplica o protetor em bastão, quando o ideal seria passar o bastão sobre a pele várias vezes”, diz Marcelo.

Nesse caso, é importante seguir as instruções do fabricante sobre a quantidade e a forma de aplicação. Pouco produto pode significar uma proteção menor do que aquela indicada na embalagem.

4. Proteger o rosto e esquecer o resto

Nariz, testa e bochechas dificilmente ficam de fora. Mas e orelhas, pescoço, colo, mãos e lábios?

Essas regiões também permanecem expostas e algumas acabam revelando, ao longo dos anos, os efeitos acumulados da radiação solar. “A superfície das mãos costuma entregar muito a idade da pessoa justamente porque é uma das regiões onde esquecemos de aplicar o protetor. Colo, pescoço e orelhas também são áreas esquecidas. Recebemos muitos pacientes com patologias neoplásicas na região das orelhas porque não aplicam protetor nessa região”, afirma.

Os lábios também não podem ficar de fora. Nesses casos, a orientação é utilizar produtos específicos com proteção solar.

5. Deixar o protetor de lado porque o dia está nublado

O céu fechou e o protetor ficou na gaveta? A presença de nuvens não significa ausência de radiação ultravioleta. Parte dela consegue atravessar as nuvens e atingir a pele, razão pela qual a fotoproteção não deve ficar restrita aos dias de céu aberto.

Marcelo destaca ainda uma vantagem bastante prática de manter o cuidado diariamente: criar hábito. Quando o filtro faz parte da rotina, há menos chance de ele ser lembrado apenas nos dias de exposição mais evidente.

6. Achar que o protetor sozinho dá conta de tudo

O filtro solar é uma ferramenta importante de fotoproteção, mas não precisa, nem deve, trabalhar sozinho.Roupas que cubram a pele, chapéus, bonés e a procura por sombra ajudam a diminuir a exposição direta. 

Nos dias de maior exposição, os cuidados podem ser combinados ainda com hidratação adequada, proteção dos lábios e planejamento das atividades ao ar livre para evitar, sempre que possível, os períodos de maior intensidade da radiação solar.

Para quem passa longos períodos ao ar livre, combinar essas estratégias amplia a proteção. Marcelo recorre a uma frase que ouviu durante sua formação para explicar a importância dessas barreiras: “O sonho de todo protetor é ser uma roupa, porque essa é a melhor barreira possível contra a exposição solar”, brinca.