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Tecnologias que tornam a gestão das empresas mais eficientes

Conheça as principais tecnologias que ajudam as empresas a otimizar processos, reduzir custos operacionais e melhorar a experiência de clientes e colaboradores

A tecnologia deixou de ser um diferencial restrito às grandes organizações e passou a fazer parte da rotina de empresas de diferentes portes e segmentos. Sistemas de gestão, pagamentos digitais, plataformas de atendimento e ferramentas de automação estão presentes em atividades que vão do controle financeiro à entrada de veículos em um estabelecimento.

Essa transformação pode ser percebida tanto nos processos internos quanto no contato com o público. Restaurantes adotam comandas digitais e terminais de autoatendimento, lojas integram estoques físicos e virtuais, escritórios automatizam documentos e estacionamentos utilizam reconhecimento de placas para organizar o fluxo de veículos.

Em março de 2026, por exemplo, o Portal ClienteSA mostrou como os totens de autoatendimento da rede Dona Deôla foram adotados para reduzir filas, ampliar a autonomia dos consumidores e otimizar o trabalho das equipes. 

O caso demonstra que a modernização não precisa começar por projetos complexos: muitas vezes, ela surge da identificação de uma dificuldade concreta da operação.

O principal desafio, portanto, não é simplesmente adquirir ferramentas. É escolher soluções compatíveis com as necessidades da empresa, preparar os profissionais para utilizá-las e acompanhar os resultados produzidos pela mudança.

Por que investir em tecnologia na gestão das empresas?

Investir em tecnologia permite reorganizar tarefas, integrar informações e reduzir o tempo gasto em atividades que poderiam ser realizadas automaticamente. Quando a implantação é planejada, a empresa ganha uma visão mais clara sobre seus processos e pode responder com maior rapidez a falhas, demandas e oportunidades.

A digitalização também ajuda a criar padrões. Em vez de depender exclusivamente de anotações, planilhas isoladas ou conhecimentos concentrados em poucas pessoas, o negócio passa a registrar informações em sistemas que facilitam o acompanhamento da operação.

Mais eficiência operacional

A eficiência operacional está relacionada à capacidade de realizar atividades com melhor aproveitamento de tempo, equipe e recursos. Isso não significa apenas produzir mais, mas reduzir retrabalho, erros, atrasos e etapas desnecessárias.

Uma ferramenta de controle de estoque, por exemplo, pode atualizar a quantidade de produtos depois de cada venda. Um sistema financeiro pode organizar contas a pagar e receber, enquanto uma plataforma de atendimento pode registrar o histórico das solicitações de cada cliente.

Ao assumir tarefas repetitivas, a tecnologia libera os colaboradores para atividades que exigem análise, criatividade, negociação e contato humano. O ganho, portanto, não deve ser medido somente pela velocidade do sistema, mas pela melhoria da rotina de quem trabalha e de quem utiliza o serviço.

Quais tecnologias estão transformando a gestão das empresas?

Não existe uma única solução capaz de resolver todos os problemas de uma organização. A transformação digital costuma envolver ferramentas complementares, escolhidas de acordo com os objetivos e o nível de maturidade de cada negócio.

Entre as tecnologias mais presentes estão sistemas integrados, automações, inteligência artificial, plataformas de relacionamento, pagamentos digitais e soluções de autoatendimento. O valor de cada recurso depende de sua capacidade de se conectar aos processos existentes.

Sistemas de gestão integrados

Os sistemas de gestão integrada, conhecidos como ERP, reúnem áreas como finanças, vendas, compras, estoque, produção e recursos humanos em uma mesma plataforma. A integração reduz a fragmentação das informações e permite que diferentes setores trabalhem com dados atualizados.

De acordo com a explicação da SAP sobre os sistemas ERP, essas plataformas funcionam como uma estrutura central para os processos da organização, conectando departamentos e oferecendo uma visão unificada das operações.

Na prática, uma venda registrada pode atualizar o estoque, gerar informações fiscais e alimentar o fluxo financeiro. Além de economizar tempo, essa conexão diminui divergências provocadas pelo lançamento manual dos mesmos dados em ferramentas diferentes.

Relatórios consolidados também facilitam decisões. O gestor consegue acompanhar despesas, receitas, produtos com maior saída e períodos de baixa movimentação sem depender da reunião manual de diversas planilhas.

Automação de processos

A automação consiste em configurar tarefas para que sejam executadas com pouca ou nenhuma intervenção manual. Emissão de documentos, atualização de cadastros, envio de cobranças, confirmação de pedidos e comunicação com clientes são exemplos de atividades que podem ser automatizadas.

O objetivo não é retirar completamente a participação humana, mas evitar que profissionais dediquem grande parte do dia a tarefas previsíveis. Dessa forma, a equipe pode concentrar esforços em situações que exigem avaliação individual.

O autoatendimento representa uma aplicação visível dessa tendência. Em restaurantes, o cliente pode montar o pedido, escolher complementos, efetuar o pagamento e enviar a solicitação diretamente para a cozinha. Quando o equipamento está conectado ao ponto de venda e ao estoque, todo o fluxo ocorre de maneira integrada.

Para funcionar bem, porém, a automação precisa ser simples e acessível. Interfaces confusas, falta de suporte e processos mal configurados podem transferir dificuldades da equipe para o consumidor, em vez de solucioná-las.

Inteligência artificial

A inteligência artificial passou a ser utilizada para analisar grandes volumes de dados, identificar padrões, automatizar atendimentos e apoiar decisões. Em empresas, ela pode ajudar a prever demandas, classificar documentos, personalizar comunicações e resumir informações relevantes.

Um levantamento divulgado pelo Sebrae em janeiro de 2026 mostrou que a familiaridade dos empreendedores brasileiros com a IA vem crescendo, embora a falta de orientação ainda seja uma das principais barreiras para seu uso mais amplo.

A ferramenta deve atuar como apoio, não como substituta automática do julgamento profissional. Informações geradas por modelos de IA podem conter erros e precisam ser revisadas, especialmente quando envolvem decisões financeiras, jurídicas ou relacionadas a pessoas.

A qualidade dos dados também interfere nos resultados. Uma empresa que mantém cadastros desatualizados ou informações desorganizadas terá dificuldade para obter análises confiáveis, mesmo utilizando soluções avançadas.

Tecnologias desenvolvidas para diferentes segmentos

Além das ferramentas utilizadas por vários tipos de negócio, existem tecnologias criadas para resolver demandas específicas. Restaurantes precisam integrar pedidos e cozinha; clínicas organizam agendas e prontuários; hotéis controlam reservas; indústrias acompanham produção e manutenção.

Essas soluções especializadas tendem a compreender melhor as particularidades da operação. Elas utilizam linguagem, relatórios e funcionalidades próximas da realidade do setor, reduzindo a necessidade de adaptações excessivas.

Estacionamentos ilustram como uma necessidade operacional pode reunir diferentes tecnologias. A gestão envolve controle de entrada e saída, cobrança por tempo de permanência, ocupação de vagas, emissão de documentos, segurança e atendimento ao motorista.

A Valeti, por exemplo, oferece um sistema para estacionamento que conecta recursos como cancelas automáticas, reconhecimento de placas, pagamentos, emissão de notas fiscais, gestão de vagas, dashboards e relatórios. A plataforma pode atender operações de diferentes portes, incluindo estacionamentos comerciais, hotéis, hospitais, shoppings e eventos.

Na entrada, câmeras podem identificar a placa do veículo e registrar o horário automaticamente. Na saída, o sistema cruza informações de acesso e pagamento, enquanto o gestor acompanha movimentação, faturamento e ocupação por meio de um painel digital.

Além de organizar o fluxo, a integração favorece a auditoria. A solução da empresa permite comparar registros fotográficos, acionamentos de cancelas e transações realizadas, ajudando a identificar divergências e reduzir falhas operacionais.

Para o cliente, pagamentos digitais, reservas e processos sem papel tornam a jornada mais prática. Para a administração, dados centralizados oferecem uma visão mais precisa sobre receitas, horários de maior movimento e utilização das vagas.

Como escolher a tecnologia ideal para a empresa?

A escolha deve começar pela análise do problema, e não pela popularidade da ferramenta. Antes de contratar uma solução, a empresa precisa identificar quais etapas provocam atrasos, erros, filas, custos elevados ou reclamações frequentes.

Também é importante definir objetivos mensuráveis. Reduzir o tempo de atendimento, melhorar o controle de estoque ou diminuir divergências financeiras são metas mais úteis do que simplesmente “modernizar a empresa”.

O que avaliar antes de investir

A facilidade de uso é um dos primeiros critérios. Uma plataforma pode oferecer muitas funções, mas gerar pouco resultado quando exige processos complexos ou não é compreendida pela equipe. Demonstrações, testes e períodos de avaliação ajudam a verificar sua aplicação no cotidiano.

A possibilidade de integração também deve ser analisada. Sistemas que não se comunicam podem criar novos trabalhos manuais e aumentar a fragmentação dos dados. APIs e conexões com ferramentas já utilizadas facilitam uma implantação mais consistente.

Segurança da informação, suporte técnico, atualizações, treinamento e capacidade de crescimento completam a avaliação. A solução escolhida precisa acompanhar o desenvolvimento da empresa sem exigir substituições frequentes.

Por fim, a tecnologia deve ser observada como parte de uma estratégia, e não como um fim em si mesma. Quando existe planejamento, acompanhamento de indicadores e participação das equipes, as ferramentas digitais ajudam a construir operações mais organizadas, decisões mais rápidas e experiências melhores para todos os envolvidos.