Dias frios exigem cuidados extras nos passeios com os pets
Melhores horários para caminhar, proteção das patas e sinais de desconforto não devem ser ignorados
Em dias com baixa temperatura muitos tutores são levados a repensarem a rotina de passeio com os animais de estimação. Embora o passeio seja um momento aguardado e importante para o bem-estar físico e mental dos cães, os dias mais frios exigem adaptações para garantir conforto e segurança aos pets.
Assim como os seres humanos, os animais também podem sofrer com o frio intenso. A exposição prolongada às baixas temperaturas pode causar desconforto, reduzir a disposição para atividades físicas e, em alguns casos, agravar problemas de saúde, especialmente em filhotes, idosos e animais com doenças crônicas.
De acordo com Mariana Belloni, médica veterinária e coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, os passeios não precisam ser suspensos durante as ondas de frio, mas devem ser planejados. “Os cães continuam precisando de estímulos físicos e mentais, mas em dias muito frios, o ideal é priorizar os passeios entre o fim da manhã e o início da tarde, quando as temperaturas costumam ser mais elevadas”, explica.
Além da temperatura ambiente, é importante considerar fatores como vento e umidade, que podem aumentar a sensação de frio e provocar desconforto. Os horários próximos ao amanhecer e à noite geralmente concentram o frio mais intenso. “Sempre que possível, os passeios devem ser realizados entre 10h e 15h, período em que há maior incidência solar e condições mais confortáveis para os animais”, orienta a veterinária.
Atenção especial às patas
Outro cuidado importante durante o inverno está relacionado ao contato das patas com superfícies frias. Calçadas, pisos de pedra e áreas úmidas podem favorecer perda de calor corporal. Além disso, a umidade constante nas patas favorece a proliferação de fungos e bactérias, especialmente entre os dedos, onde há menor ventilação. “Com o tempo, isso pode provocar dermatites, infecções e bastante desconforto, por isso é recomendado que os tutores sequem bem as patas após passeios em ambientes molhados e observem sinais como vermelhidão, coceira, inchaço ou odor diferente”, explica a médica-veterinária.
Para cães mais sensíveis, especialmente os de pequeno porte, idosos ou com pelagem curta, o uso de botas específicas para pets pode ser uma alternativa, desde que o animal esteja adaptado ao acessório.
Roupas podem ajudar, mas nem sempre são necessárias
O uso de roupas também pode ser benéfico em algumas situações. Raças de pelagem curta, cães de pequeno porte, filhotes e idosos tendem a perder calor com mais facilidade e podem se beneficiar de agasalhos durante os passeios. “No entanto, é importante respeitar as características de cada animal. Algumas raças possuem uma pelagem naturalmente preparada para suportar temperaturas mais baixas e podem não precisar de roupas. O principal é observar o comportamento do pet e evitar excessos que possam causar superaquecimento ou limitar seus movimentos”, explica a especialista.
Durante os passeios, os tutores devem ficar atentos a possíveis sinais de que o animal está sofrendo com o frio. Tremores, postura encolhida, relutância em caminhar, busca constante por abrigo e levantamento frequente das patas podem indicar desconforto térmico. “Se o cão demonstra resistência para continuar o passeio, começa a tremer ou procura constantemente locais protegidos, é um sinal de que o frio pode estar excessivo para ele. Nesses casos, o ideal é encerrar a atividade e levá-lo para um ambiente aquecido”, alerta a veterinária.
Mudanças de comportamento após o passeio, como apatia, sonolência excessiva ou falta de apetite, também devem ser observadas e, se persistirem, devem ser avaliadas por um profissional.
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