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Palestras sobre “Justiça Restaurativa e Cultura de Paz” fortalecem vínculos em Vitorino Freire

Na tarde desta terça-feira, 26/5, o Salão do Júri do Fórum de Vitorino Freire recebeu autoridades, servidores e representantes da comunidade para um encontro que reafirmou o compromisso institucional do Poder Judiciário e do município com a consolidação da cultura de paz. O evento “Justiça Restaurativa e Cultura de Paz: fortalecendo vínculos e comunidades”, promovido pelo Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa (Nejur/TJMA)  em parceria com o Centro de Justiça Restaurativa local (Cejur), reuniu reflexões, apresentações técnicas e falas de lideranças locais em torno da Justiça Restaurativa.

A abertura foi conduzida pela juíza coordenadora do Cejur e diretora do fórum, Martha Dayanne Schiemann (no destaque da imagem abaixo), que destacou a relevância do momento para o município. Em sua fala, reforçou que a Justiça Restaurativa não substitui o modelo tradicional, mas atua como alternativa complementar, promovendo diálogo, escuta qualificada e reconstrução de vínculos. 

É um atendimento mais humanizado e participativo, que busca a reconstrução daquele vínculo que foi quebrado na situação conflituosa”, afirmou.

Na sequência, o servidor Hugo Mendes (imagem abaixo), apoio técnico do Nejur, apresentou os fundamentos, metodologias e evolução histórica da Justiça Restaurativa. Entre os pontos destacados, estiveram os contextos de aplicação, a base legislativa e principiológica, além das principais metodologias, como a Conferência de Grupo Familiar, o modelo Vítima–Ofensor–Comunidade e os processos circulares de diálogo.

O público pôde compreender também a trajetória histórica da Justiça Restaurativa, desde suas origens em práticas comunitárias indígenas até a consolidação em legislações nacionais e internacionais. A apresentação trouxe referências a autores como Howard Zehr e às resoluções do Conselho Nacional de Justiça, que estruturam a política nacional.

Em seguida, a servidora Lígia Pestana, coordenadora da equipe técnica do Nejur, apresentou um conjunto de telas que detalharam a estrutura organizacional do núcleo, seus projetos e o aporte legislativo. Foram expostos projetos voltados a diferentes públicos, como idosos, escolas, execução penal e ambiente institucional, evidenciando a abrangência das ações e o compromisso com a difusão da cultura de paz.

Entre os projetos apresentados, destacaram-se o “Plantando Valores na Escola”, voltado à sensibilização ambiental por meio de práticas restaurativas, e o “Educando para a Paz”, que fortalece o diálogo e a prevenção de conflitos no ambiente escolar. Também foram mencionadas iniciativas voltadas à execução penal e ao atendimento de idosos, reforçando a dimensão social da política pública.

É de suma importância que seja cada vez mais desenvolvida nas escolas e em todos os âmbitos da sociedade, para que a efetividade da justiça chegue a todos”, afirmou, agradecendo ao Tribunal de Justiça e ao Nejur pela realização do evento.

Maria Jacilene Silva (imagem abaixo), profissional da Educação do município de Brejo de Areia, viajou 63 quilômetros até Vitorino Freire para participar do evento. A educadora destacou a relevância da prática para combater o racismo estrutural e o bullying nas escolas. “Hoje deu para a gente saber que já trabalhamos, muitas vezes de modo informal, mas agora com mais conhecimento para conscientizar nossos alunos”, disse.

Além de Brejo de Areia, servidores municipais de Altamira do Maranhão e Olho D’água das Cunhãs participaram das palestras formativas.

A psicóloga e facilitadora do Cejur de Vitorino Freire, Jaqueline Fortes (imagem abaixo), reforçou o papel dos círculos restaurativos nas escolas e a importância da conscientização da comunidade. “O evento é crucial para aprimorar as práticas e ampliar a visibilidade da Justiça Restaurativa, intensificando os esforços em prol da cultura de paz”, destacou.

O encontro contou ainda com a presença de autoridades locais, como o presidente da Câmara Municipal, vereador Gilvan de Brito, secretários municipais de Educação, Assistência Social e Saúde, além de representantes do Comitê Gestor da Justiça Restaurativa e do Conselho Tutelar. A participação reforçou a integração entre Judiciário, Executivo e sociedade civil.