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Obesidade infantil: a importância da atividade física

A obesidade infantil vem se tornando um problema global. A facilidade e a alta variedade de alimentos ultraprocessados, a queda na qualidade dos alimentos nos últimos anos, o açúcar sendo inserido desde cedo na alimentação, o sedentarismo causado pela exposição a telas desde cedo têm sido os impulsionadores disso.

O novo cenário da obesidade infantil no mundo

No mais, os números assustam. As organizações mundiais, sejam de saúde ou de outros quesitos, têm sido diretas. De acordo com a Unicef, cerca de 391 milhões de crianças estão acima do peso. Destas, 188 milhões já atingem graus de obesidade altos. No Brasil, o cenário é muito alarmante também. Estima-se que a prevalência de obesidade entre 5 e 19 anos triplicou de 2000 a 2022.

O alto consumo de alimentos processados, açúcar e o uso de bebidas prontas, como refrigerantes e os famosos sucos de caixinhas, são pontos que estão cada vez mais inseridos na rotina das crianças. Além de serem opções mais baratas, em um mundo que não para e não se desconecta, surgem também como opções mais fáceis e acessíveis.

Isso se soma à redução e à falta de incentivo às práticas de atividades físicas. No Brasil, o tema exige atenção constante de famílias, escolas e serviços de saúde, pois para controlar isso, esse pode ser o caminho ideal.

Como a atividade física ajuda na prevenção da obesidade infantil

Seja entre adultos ou entre crianças, a prática de atividade física é a melhor forma de mitigar e controlar a obesidade infantil. O Ministério da Saúde já levantou uma série de dados e estudos que mostram que o mais ideal é que existam cerca de 60 minutos do dia dedicados a atividades, tanto por uma questão de controle de peso quanto de saúde física e mental, além de poder servir como uma forma de distração e socialização para a criança.

Uma série de benefícios aparecem em crianças que costumam praticar exercícios físicos. Entre eles, uma melhora no controle de peso, desenvolvimento motor, da saúde óssea e da aptidão cardiorrespiratória, qualidade de sono e bem-estar emocional, autonomia, socialização, independência e criação de senso de comunidade, ainda mais quando essas atividades são praticadas em grupos e envolvem outras crianças também.

Existem diversos exemplos de práticas divertidas e acessíveis que podem ser adaptadas à rotina. Caminhadas, correrias e brincadeiras ao ar livre, aulas de dança, aulas de esporte, como futebol e judô, projetos em quadras, parques e projetos locais… Tudo isso ajuda a desenvolver o convívio e o trabalho em equipe como um todo.

Para quem nunca praticou atividades assim, existem formas de incluir isso na rotina e em casa, ajudando a fracionar também esse movimento, e, por consequência, ajudando no controle da obesidade infantil. É ideal também que essas atividades sejam acompanhadas por um pediatra, como uma maneira de ter um acompanhamento de perto de ajuste de intensidade conforme a idade e eventuais condições clínicas.

Conclusão: hábitos saudáveis desde cedo

A obesidade pode ser genética, pode surgir com o histórico ou se manifestar lentamente com o passar do tempo. Dessa forma, para evitar a obesidade infantil é preciso que hábitos saudáveis sejam incluídos no dia a dia desde cedo.

Colocar uma criança no futebol, por exemplo, pode ser o caminho. Para incentivar, uma dica é comprar uma chuteira infantil como forma de presente e recompensa. Combinar atividade física diária, alimentação adequada, sono e menos tempo de telas ajuda também a ter um combo completo de uma vida saudável, plena e feliz.

Além de tudo, a inclusão dessa rotina pode se tornar algo muito presente na infância e ser arrastada até a vida adolescente e adulta. Ter atividades físicas e sua vivência pode criar memórias mais saudáveis, inclusive ajudar a criança a ter consciência corporal e de saúde, o que influencia apenas de forma positiva, independente da idade.