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Wellington repudia onda de violência e critica sistema de segurança pública

O deputado Wellington do Curso (PSDB) voltou a criticar, na sessão plenária desta terça-feira (15), a cúpula do sistema de segurança pública estadual, que, segundo ele, “é responsável pela onda de recrudescimento da violência e da criminalidade em todas as regiões do Maranhão”.

Ao ocupar a tribuna, no Pequeno Expediente, ele relatou diversas ocorrências, destacando o caso do empresário sequestrado e assassinado em Bacabal e do dentista encontrado morto em São Luís, depois de passar vários dias desaparecido.

“O que está acontecendo no Maranhão é grave. A população anda sobressaltada e o governo não faz nada. Por isso, volto a dizer: governador Flávio Dino, trate a segurança pública com seriedade e responsabilidade”.

No tempo do Grande Expediente, o parlamentar reafirmou denúncia de “supersalários de professores que integram a direção do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica das Redes Estadual e Municipais do Estado do Maranhão (Sinproesemma)”.

De acordo com o parlamentar, os dados retirados do Portal da Transparência, com datas e horários de acesso, teriam demonstrado que membros da direção do Sindicato “receberam salários que variam entre R$ 14 mil e 34 mil no ano de 2021, incluindo o atual presidente, professor Raimundo Oliveira, cujo salário seria de mais de R$ 15 mil, e o do secretário de Finanças da entidade, professor José dos Santos Brussio: R$ 34 mil”.

Segundo Wellington, após a denúncia na tribuna da Assembleia Legislativa, “todos os dados foram alterados e os respectivos valores de salários exorbitantes, diminuídos, fato que caracteriza crime, de acordo com os artigos 313-A e 313-B do Código Penal Brasileiro”.

Em seu pronunciamento, Wellington lamentou os ataques que tem sofrido por exercer suas atribuições parlamentares de fiscalizar a aplicação do dinheiro público. Ele afirmou que solicitará esclarecimentos da Secretaria de Educação, da Secretaria de Transparência e Controle e que levará o caso para ser investigado no Ministério Público, Tribunal de Contas e Polícia Federal.