Viver mais também é viver melhor: o papel da mente na longevidade
Adotar novos hábitos, movimentar-se, manter relações sociais e estar aberto a diferentes experiências são atitudes que podem fazer parte de uma vida voltada para a longevidade com mais autonomia. Essa mudança não precisa começar apenas com o avanço da idade. Ao longo da vida, desafios que exigem diferentes habilidades podem ser incorporados no dia a dia como forma de manter o cérebro em movimento. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a parcela de brasileiros com 60 anos ou mais passou de 8,7% da população em 2000 para 15,6% em 2023. A projeção é que esse grupo chegue a 37,8% da população em 2070.
Se a população está vivendo mais, cresce a necessidade de cuidar da mente para acompanhar esse processo. A saúde cognitiva está relacionada a aspectos como atenção e concentração, que podem ser trabalhados ao longo da vida por meio de atividades que desafiam o cérebro. O método Super Cérebro Longevidade, em Fortaleza (CE),atua com estímulo cognitivo a partir dos 45 anos, com foco na autonomia e qualidade de vida na medida que os anos vão passando.
A proposta do Super Cérebro é transformar o desenvolvimento cognitivo em uma experiência prática e dinâmica, estimulando o raciocínio e incentivando a descoberta de novos conhecimentos. Na unidade da Aldeota, jogos, livros e recursos tecnológicos fazem parte dos encontros, que trabalham aspectos como memória, raciocínio lógico e criatividade. O modelo Longevidade contempla aspectos socioemocionais e momentos de interação entre os participantes.
Segundo a psicopedagoga Danniela Rolim Medeiros, franqueada do método Super Cérebro Longevidade, em Fortaleza, esse cuidado deve começar antes dos 50 anos: “A longevidade passa a envolver não apenas quantos anos uma pessoa vive, mas também como esses anos são vividos. Por isso, não podemos deixar para pensar nesse processo lá na frente. Pequenas escolhas do cotidiano, como cuidar do corpo, estimular a mente, manter relações saudáveis e descansar, podem fazer parte dessa construção. O importante é entender que essas escolhas, em diferentes fases da vida, contribuem para que esses anos sejam vividos com mais autonomia e participação”.
A mente e o corpo não são os únicos pontos que merecem atenção. A maneira como lidamos com as demandas do dia a dia também entra nessa construção. Períodos de estresse prolongado, o afastamento do convívio social e a falta de atividades que despertem interesse, como ler ou retomar o hábito de estudar, podem tornar os dias mais previsíveis. Aproveitar momentos ao ar livre, em contato com a luz natural, cuidar da hidratação e buscar novidades no cotidiano são atitudes que devem estar presentes na vida diária. A curiosidade e a abertura para novas experiências tornam os dias mais dinâmicos.
Já o convívio social pode criar momentos de troca e descontração. No Super Cérebro, esse cuidado aparece junto ao estímulo cognitivo, como destaca Danniela Rolim Medeiros. “Os encontros vão além de exercitar a mente e se tornam um espaço de acolhimento, escuta e interação, permitindo que os participantes criem laços e compartilhem experiências. As pessoas costumam vir para se sentir bem, para rir e para aprender. É um espaço em que o aprendizado caminha junto com o cuidado, respeitando o tempo de cada um, sem que ninguém precise provar nada para ninguém. Quando a mente é estimulada, a autoestima também cresce e a pessoa passa a se sentir mais confiante.”
Um estudo publicado pela Fiocruz em 2025 aponta que mudanças demográficas e nas estruturas familiares podem enfraquecer redes de apoio e favorecer situações de solidão. A presença de espaços que estimulem o contato social pode contribuir para ampliar as oportunidades de participação e pertencimento ao longo do envelhecimento. E ter motivos para se envolver com a própria rotina faz parte de envelhecer com qualidade. Encontrar sentido nas atividades do dia a dia e dedicar tempo ao que traz satisfação pode tornar essa fase mais significativa. Afinal, longevidade não está apenas em viver por mais tempo, mas em buscar qualidade ao longo dos anos, preservando, tanto quanto possível, a autonomia, a mente ativa e a vontade de participar da própria vida.
Números:
– 74,8% dos idosos apresentaram autoestima satisfatória no Brasil
– 16,8% dos brasileiros com 50 anos ou mais relataram sentir solidão sempre
– 13,64% dos idosos apresentaram comprometimento cognitivo funcional – estudo realizado com idosos residentes em Fortaleza (CE).
Serviço:
Super Cérebro Longevidade
Endereço: Rua Coronel Linhares, 443, Aldeota, Fortaleza/CE
E-mail: aldeota@franquiasupercerebro.com.br
Instagram: @supercerebro.aldeotace
