TJMA realiza Mutirão Bancário de Conciliação em São Luís
Com foco na solução consensual de conflitos e na ampliação das oportunidades de acordo entre consumidores, consumidoras e instituições financeiras, o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) iniciou, nesta segunda-feira (28/9), o Mutirão Bancário de Conciliação, no Fórum Desembargador Sarney Costa, em São Luís (Calhau).
Realizada por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), presidido pelo desembargador José Nilo Ribeiro Filho, a ação segue até sexta-feira (2/10), das 8h às 17h, no Auditório Madalena Serejo, com audiências e atendimentos voltados a demandas bancárias.
A iniciativa acontece a partir de articulação feita pelo Fórum Nacional de Mediação e Conciliação (Fonamec), em parceria com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), instituições financeiras e tribunais de Justiça, com o propósito de ampliar o uso da conciliação na solução de conflitos bancários.
DIÁLOGO E REORGANIZAÇÃO DA VIDA FINANCEIRA
Na oportunidade, a professora Ana Lúcia Silva destacou a importância da iniciativa do Tribunal de Justiça, em parceria com as instituições financeiras, ao criar uma oportunidade de diálogo e negociação para quem busca reorganizar a vida financeira.
“Acho muito interessante essa oportunidade de diálogo e conciliação com os bancos porque pode ajudar a reorganizar a nossa vida financeira. Pretendo aproveitar essa oportunidade”, afirmou.
OPORTUNIDADE DE ACORDO
Durante o evento, o coordenador do Nupemec/TJMA, juiz Rodrigo Nina, explicou que a ação possibilita concentrar os esforços das equipes de conciliação do Tribunal e das instituições financeiras, durante uma semana, em casos com possibilidade de acordo.
“O mutirão permite concentrar esforços em uma pauta específica de demandas bancárias, considerando as peculiaridades desses processos e ampliando as possibilidades de acordo. A proposta é reunir as instituições financeiras, as partes e as equipes de conciliação para tentarmos encerrar o maior número possível de conflitos por meio do diálogo”, destacou o juiz Rodrigo Nina.
O magistrado ressaltou ainda que pessoas com questões pendentes junto às instituições financeiras participantes podem procurar a equipe do mutirão mesmo que não tenham audiência previamente agendada. Casos envolvendo, por exemplo, empréstimos, dívidas e outras demandas bancárias podem ser apresentados para avaliação da possibilidade de conciliação, inclusive em situações pré-processuais. “O importante é não perder uma oportunidade de conversar e chegar a um acordo”, reforçou.
PARCERIA
O supervisor jurídico do Banco do Brasil, Márcio Pereira da Silva, destacou que a busca pela conciliação faz parte da atuação permanente da instituição e que o mutirão fortalece a parceria entre o sistema financeiro e o Poder Judiciário na construção de soluções consensuais.
“O mutirão reforça um trabalho que o Banco do Brasil e outros bancos já desenvolvem ao longo do ano, buscando diminuir os litígios e solucionar os processos por meio de acordos. Essa cultura de conciliação envolve tanto a área jurídica quanto a administrativa do banco”, afirmou.
MAIS INFORMAÇÕES
Para mais informações entrar em contato com o Nupemec pelo (98) 2055.2283 ou pelo conciliar@tjma.jus.br .
