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SES e municípios fortalecem ações de combate às ISTs em encontro estadual de coordenadores

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Coordenação de Atenção às IST/AIDS e Hepatites Virais, promoveu, nesta quinta-feira (7) e sexta-feira (8), o 3º Encontro Estadual dos Coordenadores(as) dos Municípios Prioritários das Políticas de IST/Aids e Hepatites Virais. A agenda foi realizada na Escola de Governo do Maranhão (EGMA), localizada na Rua da Estrela, no Centro Histórico de São Luís, das 8h às 17h.

Nos dois dias de programação, o encontro buscou ser um espaço de alinhamento entre as diretrizes nacionais e estaduais e as ações desenvolvidas nos municípios, garantindo maior integração no enfrentamento às ISTs, em trabalho conjunto com os municípios, para reduzir os dados epidemiológicos de HIV, AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis, como HTLV e Mpox.

“O encontro serviu para alinhar as políticas públicas entre as esferas nacional, estadual e municipal, garantindo maior integração das ações de enfrentamento às ISTs. Também buscamos qualificar a assistência, com a organização dos fluxos desde a atenção básica até os serviços especializados, além de fortalecer estratégias de promoção, prevenção e ampliação da testagem”, afirmou a chefe da Coordenação de Atenção às IST/AIDS e Hepatites Virais da SES, Jocélia Matos.

A proposta incluiu o debate sobre a melhoria dos fluxos de atendimento, desde a atenção básica até os serviços especializados, como os Serviços de Assistência Especializada (SAE) e os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), além da discussão de estratégias voltadas à promoção da saúde e à prevenção de novas infecções, com ampliação da testagem rápida e do aconselhamento.

No evento, também foram compartilhadas experiências exitosas dos municípios. Entre elas esteve a conquista do Selo Prata de Boas Práticas, certificação concedida pelo Ministério da Saúde ao município de Imperatriz por ter atingido metas na redução da transmissão vertical (de mãe para filho) do HIV, sífilis, hepatite B e doença de Chagas. De acordo com a coordenadora municipal do Programa IST de Imperatriz, Kelma Costa, o reconhecimento impulsiona o trabalho e serve de exemplo para toda a região.

“O Programa IST sozinho não conquista o selo. É um trabalho conjunto de todo o município para que isso aconteça. Temos indicadores que são da Atenção Primária e outros que são do Serviço Especializado. O ganho social é muito grande, pois uma criança sem HIV representa muito. Um município que passa cinco anos sem registrar nenhum caso de transmissão vertical consegue mostrar aos municípios vizinhos e parceiros que é possível, que um trabalho organizado resulta na eliminação de uma doença carregada de estigma”, pontuou Kelma Costa.

Além de coordenadores municipais do Programa de IST, da Atenção Primária e da Vigilância em Saúde, o Encontro Estadual também contou com a presença de representantes do Ministério da Saúde (MS) e da sociedade civil, servindo como espaço para pactuações e definição de estratégias de prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e controle das ISTs, consideradas negligenciadas, mas de alta relevância para a saúde pública no Maranhão, no Brasil e no mundo.

Para a coordenadora arquidiocesana da Pastoral da Aids da Regional Nordeste da Igreja Católica, Zilda Maria Silva Pinheiro, a participação da sociedade civil no encontro foi fundamental. “Nós, da sociedade civil, levamos para a população a importância do cuidado e do autocuidado. Estar neste encontro nos ajuda a compreender o que está acontecendo nos municípios e como eles têm trabalhado”, destacou.

Outro ponto debatido no encontro foi o enfrentamento de ISTs com alta taxa de detecção, como a sífilis adquirida e congênita. A intenção foi que, a partir das discussões, os atores envolvidos continuem desenvolvendo estratégias para a redução de novos casos, por meio da troca de experiências exitosas e da busca conjunta por soluções relacionadas à adesão ao tratamento e à logística dos serviços.

Municípios prioritários

São considerados prioritários os municípios que apresentam maior concentração de casos de ISTs e possuem população entre 50 mil e 100 mil habitantes. Esses municípios recebem suporte financeiro fundo a fundo, enviado diretamente pelo Ministério da Saúde, para a manutenção dos serviços voltados a essas demandas, garantindo descentralização e autonomia no atendimento.

No Maranhão, 33 municípios foram considerados prioritários para as Políticas de IST/Aids e Hepatites Virais. São eles: Açailândia, Alto Alegre do Maranhão, Bacabal, Balsas, Barra do Corda, Barreirinhas, Buriticupu, Caxias, Codó, Coelho Neto, Colinas, Coroatá, Cururupu, Grajaú, Humberto de Campos, Imperatriz, Itapecuru-Mirim, Miranda do Norte, Paço do Lumiar, Pedreiras, Pindaré-Mirim, Pinheiro, Presidente Dutra, Raposa, Santa Inês, Santa Luzia, São Domingos do Maranhão, São José de Ribamar, São Luís, São Mateus, Timon, Viana e Zé Doca.