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Seguro de viagem é obrigatório em países da Europa e pode barrar entrada de brasileiros

O planejamento de uma viagem internacional envolve mais do que passagens e hospedagem. Em diversos destinos europeus, a contratação de seguro viagem deixou de ser apenas recomendação e tornou-se requisito obrigatório para entrada no país, podendo resultar em recusa na imigração caso o turista não apresente o comprovante.

Os 29 países que integram o Tratado de Schengen — incluindo destinos populares entre brasileiros como França, Itália, Espanha, Portugal e Alemanha — exigem comprovação de seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros para despesas médicas e hospitalares. A apólice deve ser válida por todo o período da viagem e abranger todos os países do Espaço Schengen.

O Espaço Schengen é um acordo que permite livre circulação entre países europeus sem controle de passaporte nas fronteiras internas, funcionando como território único para fins de imigração. Justamente por isso, a exigência do seguro é verificada já na primeira entrada no bloco.

Segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) divulgados em 2024, a demanda por seguro viagem cresceu 9,5% no Brasil, impulsionada pela retomada do turismo internacional e pela maior conscientização dos viajantes sobre riscos no exterior.

  • Países europeus têm custo elevado em saúde privada

O alto custo com atendimento médico na Europa é um dos principais motivos para a exigência do seguro. Despesas com consultas, internações e emergências hospitalares podem ultrapassar milhares de euros, comprometendo o orçamento da viagem e, em casos graves, dificultando até mesmo o retorno ao Brasil.

O seguro de viagem para a Europa obrigatório cobre despesas médicas e hospitalares, mas também pode incluir assistência em casos de extravio de bagagem, acidentes, cancelamentos de voos e repatriação.

Além disso, muitas seguradoras oferecem atendimento 24 horas em português, facilitando a comunicação em situações de emergência no exterior.

  • O que o seguro viagem cobre

A cobertura básica exigida pelos países do Tratado de Schengen inclui despesas médicas e hospitalares de, no mínimo, 30 mil euros. No entanto, dependendo da apólice contratada, o seguro pode oferecer proteções adicionais, como:

• Assistência médica e hospitalar em emergências

• Reembolso de medicamentos prescritos

• Cobertura odontológica emergencial

• Indenização por extravio ou dano de bagagem

• Assistência em atrasos, cancelamentos e conexões perdidas

• Repatriação médica ou funerária

• Passagem aérea para familiar em caso de internação prolongada

Antes de embarcar, especialistas recomendam verificar as exigências específicas do destino, contratar um plano adequado ao perfil da viagem e manter o comprovante impresso e acessível para apresentação na imigração.

Créditos: istock/KSChong