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Risco para o cérebro, a solidão já afeta quatro em cada 10 brasileiros

Com a longevidade batendo à porta dos brasileiros, o cérebro necessita, cada vez mais, de estímulos cognitivos. Atividades em grupo, uma conversa despretensiosa ou que agregue conhecimento têm se mostrado ferramentas importantes contra a solidão. E solidão não significa exatamente estar só, mas também se sentir só no meio da multidão. Já chamada de “epidemia silenciosa”, quatro em cada 10 brasileiros se sentem nessa condição, afetando principalmente as mulheres, pessoas de baixa renda e até jovens.

Atenta ao comportamento humano, a psicopedagoga Danniela Rolim Medeiros é uma estudiosa do cérebro e, não à toa, está à frente do método Super Cérebro Longevidade, em Fortaleza (CE). “A sociabilidade que atinge a vida adulta, indo de compromissos de trabalho, com amigos e festas, por exemplo, tende a mudar na medida que a idade avança. E nesse momento, marcado por perdas e isolamento social, o uso de celular acaba se tornando um gatilho perigoso quando não há uma orientação pedagógica ou acompanhamento de um ente querido”, alerta.

No cotidiano corrido de muitas famílias, a solidão pode passar despercebida e com o tempo comprometer a mente de maneira silenciosa e até aumentar o risco de doenças. Dentro desse contexto, conforme explica Danniela, estimular que seus pais e avós voltem a se socializar, fazer novas amizades e, por que não, aprender algo novo ou reaprender uma atividade que foi importante em outra fase da vida, é a virada de chave contra a solidão. No Super Cérebro Longevidade, uma equipe multiprofissional tem esse olhar minucioso e personalizado com cada aluno.

“É gratificante os depoimentos que recebemos dos nossos alunos. Para eles, ir para o Super Cérebro é criar novos laços, ativar a memória e tornar cada minuto da vida mais leve e feliz”

Psicopedagoga Danniela Rolim Medeiros

Quando não há esses estímulos, a solidão muitas vezes vai tomando conta da vida e o isolamento imposto nessa circunstância acelera o processo de diversas doenças. Uma das maneiras de reverter esse quadro na terceira idade – principalmente -, comprovada em inúmeros estudos nacionais e internacionais, é por meio de métodos estruturados de orientação cognitiva. Os benefícios são inúmeros, como memória ativa, saúde mental equilibrada e qualidade de vida. “A solidão pode ser um fator de risco para o cérebro, muito mais do que a tristeza em si”, chama a atenção a psicopedagoga Danniela Rolim Medeiros.