Rede de Saúde Mental do Estado promove ação alusiva ao Setembro Amarelo na Avenida Litorânea

O Governo do Estado realizou na manhã desta sexta-feira (18), uma ação alusiva ao Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio e à automutilação. A ação, que foi realizada pela Rede de Saúde Mental do Estado na Avenida Litorânea, contou com a participação da Unidade de Acolhimento Adulto (UAA), Hospital Nina Rodrigues, CAPS Bacelar Viana e Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD Estadual). Além de atender as pessoas que estavam trabalhando, se exercitando ou passando pelo local, a ação também contou com a participação de pacientes que são assistidos pela Rede de Saúde Mental. 

Segundo a diretora geral do Hospital Nina Rodrigues, Ana Gabrielle Romanhol, os serviços de saúde mental do estado se reuniram para oferecer aos pacientes a possibilidade de lazer e dos vínculos sociais, que são fatores de proteção, além de chamar a atenção da população que está praticando atividade física que também é um dos fatores de proteção na prevenção do suicídio.

“Assim chamamos a atenção da população oferecendo serviços específicos para eles e dando a opção também para que eles possam realizar as práticas que estamos oferecendo aqui, como Tai chi chuan, atividade funcional, alongamento e um piquenique. E isso acaba sendo algo que engloba a população e os nossos usuários, trabalhando a desmistificação do que é loucura e do que é suicídio. Pois na verdade, a campanha do Setembro Amarelo não objetiva falar apenas do suicídio, e sim dos fatores de proteção, explicando o que é a prevenção, por isso estamos aqui oferecendo para eles essas atividades”, destaca a diretora Ana Gabrielle.

O diretor do CAPS AD Estadual, Marcelo Costa, explicou que durante a ação também foram oferecidos serviços à população em geral.  “A gente também está trazendo bons hábitos para a comunidade, para quem está transitando, ou praticando qualquer tipo de atividade física está tendo oportunidade aferir a pressão, a glicemia, realizar testes rápidos de HIV, Sífilis, Hepatite e outras doenças. Realizamos também testes rápidos para Coronavírus, caso a pessoa esteja apresentando os sintomas entre sete e dez dias”, ressalta o diretor do CAPS AD Estadual, Marcelo Costa.

Quem passava pelo local aproveitou para fazer um check-up rápido, foi o caso do seu Raimundo Nonato Santos Rocha, 71 anos. O aposentado conta que estava passando de ônibus, viu a ação e decidiu encostar para verificar como está a saúde. “Eu precisava fazer esses exames, então eu desci do ônibus e vim fazer. Vou medir a glicemia e realizar os testes rápidos para Hepatite B e C, HIV e Sífilis. É muito importante cuidar da saúde, ainda mais na idade eu que eu estou”, disse. 

A coordenadora da Unidade de Acolhimento Adulto da Cohab, Daiane de Oliveira Costa, fala sobre a importância de poder proporcionar aos pacientes uma rotina diferenciada. “Estamos hoje proporcionando lazer e bem-estar aos nossos pacientes, não só da Unidade de Acolhimento, mais também do Nina Rodrigues, Caps Bacelar Viana, Caps AD. Estamos realizando um piquenique, oferecendo atividade em um lugar mais humanizado, saindo da rotina de internação”, afirma a coordenadora. 

A mudança de ambiente afetou positivamente os pacientes como Maria de Fátima, que aos 28 anos comemora seus 12 meses de sobriedade. Ela conta que se viciou através do pai, que era traficante e depois de usar todos os tipos de entorpecentes, buscou tratamento após tomar ciência de que deveria se tratar. 

“Estou muito satisfeita com o tratamento que tenho recebido, estão todos de parabéns, porque nós precisamos, principalmente quem é usuário de drogas. Eu sei que tem tratamento e recuperação e, se a gente se esforçar e quiser, podemos nos curar. E esse passeio aqui na praia é bom, pois tomamos um vento fresco, podemos ver outras pessoas e praticar as atividades para ocupar a mente”, relata Maria de Fátima.

A paciente complementa. “Cheguei à conclusão de que essa vida de droga não é para mim, pois tenho dois filhos. Nesses 12 meses que estou na UAA tenho aprendido muito e estou tendo todo o apoio possível. Na parte terapêutica, nutricional, de educação física, enfermagem, assistente social, de cada um desses serviços. E a gente precisa porque se eu não estou conseguindo sozinha eu tenho que procurar ajuda. Eu quero ter a minha família de volta, eu sonho em voltar a trabalhar e voltar a ser o que eu era antes da droga mudar a minha vida”, contou Maria de Fátima.

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